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sexta-feira, outubro 16, 2009

Bici pra quê te quero!

Ainda sobre bicicletas, encontrei facts and figures interessantes na web:

- 40% das viagens urbanas nos EUA e 50% no Reino Unido são mais curtas do que 3,5 km, perfeitamente "pedaláveis".

- Em países como Holanda, Dinamarca e Noruega, entre 20% e 30% de todas as viagens são feitas de bicicleta.

- Em algumas cidades da China, as bicletas superam ônibus, carros e pedestres somados. Em contraste: as bicicletas são usadas em menos de 1% de viagens dentro de cidades norte-americanas.

- No Japão, governos locais investiram em estacionamentos de bicicletas em estações de trem. De 600 mil em 1977 passaram a 2.4 milhões em 1987, mantendo os altos índices de uso do trem como meio de transportee, apesar do aumento de vendas de carro. (a construção de espaços fechados e seguros para bicicletas custa entre 50 e 500 dólares, enquanto que cada vaga em garagens para carros custa entre 12 e 18 mil dólares).


Parking de bicicletas em estação japonesa


- Em Lima, Peru, foi ançado um programa de micro-créditos para a população de baixa renda poder comprar bicicletas, para assim deixarem de depender tanto do transporte público, que é caro para quem ganha um salário mínimo no país.

- O programa de bicicletas em Copenhagen disponibiliza 2300 bicicletas para o uso público. O usuário paga cerca de 3 dólares na retirada e recebe esse dinheiro de volta quando devolve a bici. É um projeto de aliança entre empresas e governo. As empresas comprar as bikes em troca de publicidade nas mesmas.

- O Bicing de Barcelona também vai de vento em popa: são mais 300 estações de bicis, com mais de 4 mil bicicletas sendo usadas para cerca de 30 mil viagens ao dia. Funciona com um cartão magnético anual que custa pouco mais de vinte euros e prossibilita viagens ilimitadas durante 365 dias.


Bicing em Barcelona


*fontes:
Worldwatch institute

El blog verde


quinta-feira, outubro 15, 2009

Pedale mais!

Hoje é Blog Action Day e o tema é Climate Change. Nada mais familiar pra mim do que postar sobre bicicletas. Eu tenho a minha desde que morava em Amsterdam... Gostei tanto de pedalar que acabei adotando o meio de transporte em Londres, Barcelona e agora em Madri. É rápido, saudável e ecológico. 

Achei esse vídeo sobre o David Byrne pedalando em New York no International Herald Tribune, mas não tinha como fazer o embeded. Ele lançou um livro faz pouco, chamado Bycicle Dairies, que conta suas andanças (ou pedalanças) por várias cidades do mundo por onde passeou com sua bici.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Indignaçao ciclística

Hoje eu me estressei com o trânsito. Mas não tenho carro. Tenho bicicleta. Pois o que passa é que às vezes não dá. Tipo assim, não dá. É uma merda. Não é nem que a cidade de Barcelona não tenha um número razoável de ciclovias (veja bem, eu disse razoável, que está longe de ser suficiente ou bom), mas é que as pessoas não estão acostumadas a elas. Isto é, ninguém presta atenção na ciclovia quando está atravessando a rua ou – ainda pior! – quando estão caminhando nas calçadas centrais de grandes avenidas como a Diagonal, em que as ciclovias estão pintadas no que seria uma espécie de canteiro central, dividindo espaço lado a lado com o pedestre. NINGUÉM presta atenção. Você está lá, a 80 rpms de velocidade, e a mocinha da frente passeando na tripinha sinalizada para o ciclista. Ô beleza. Tlim tlim! Tlim tlim! Cuidadooo!
Vale. Talvez eu esteja mesmo mal acostumada com a cultura bicicleta-tem-sempre-a-preferência-no-matter-what de Amsterdã. Sim, isso é bem provável, eu admito. Lá é uma maravilha. Bicicleta vem antes de qualquer coisa. Todo mundo, com exceção dos turistas, deixa o cara da bici passar. O que, na minha opinião, além de ser absolutamente positivo para quem pedala, tem sim a sua lógica. Afinal, o ciclista está normalmente a uma velocidade consideravelmente rápida (quer dizer, geralmente BEM mais rápida que a de um pedestre), num veículo de risco, sem proteção nenhuma, com freios relativamente precários. É justo que os motoristas com seus mega-carros, monstros motorizados, tenham em conta as bicicletas enquanto meio de transporte desfavorecido e as respeitem, assim como respeitam os pedestres (well, pelo menos na Europa...). Por outro lado, a pedestre Dona Conceição com seu carrinho de compras do mercado, que anda devagar quase parando, tem que se TOCAR que, ao atravessar a via e o sinal está FECHADO para pedestres e não vem nenhum carro, ela não pode atravessar sem antes checar se tem uma bici cruzando o seu caminho a milhão. Porque é foda parar, minha senhora. É foda parar assim de repente se o sinal está aberto pra gente, sabe? Ou o Seu Antônio do armazém da esquina não pode fazer o seu descarregamento EM CIMA do espaço do pedalante. Ou ainda, realmente não é legal que a Maricota e a Aninha fiquem zanzando bem no lugar onde tem uma bicicleta e uma flecha pintados no chão.
Nas ruas onde não tem ciclovia, geralmente se anda nos corredores de táxi e ônibus, como em Londres. Em Barcelona, tem que cuidar pra não ser fechado por um minhocão de repente ou levar um buzinaço no rabo.
Parece só reclamação depois de um dia ruim, mas não é. Em Londres, por exemplo, havia muitas razoes que explicavam o fato de as pessoas não respeitarem muito a bike: trata-se de uma metrópole com pouquíssimas ciclovias, alguns ciclistas e ponto. Igualmente será quase impossível pedalar em Porto Alegre. Ok, a gente entende. São cidades que não foram feitas pra isso. Só que em Barcelona tem até bicicleta pública – são pontos de bicicleta de onde você “pega emprestado” o pequeno veículo de duas rodas, o utiliza até outro ponto e o devolve – além de várias ciclovias, pouco relevo, muitos seres pedalantes, então, porque essa cegueira de tanta gente? Somado a isso, ainda temos o mal-humor e a falta de educação absurda dos catalães. Pra piorar.
É. Bueno, ainda assim, sou fiel à minha ceci e não troco ela por nada. Não tem nada melhor do que pedalar nessa cidade.

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