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quinta-feira, agosto 26, 2010

CopyClash

"It's not where you take things from - it's where you take things to", disse Godard um dia.
Partindo desse princípio, a exposição CopyClash quer discutir o quanto o copyrright e outras leis de propriedade intelectual impõem limites à inovação cultural.

Dennis de Bel & JODI - Copyright 2010, 2010

A exposição multidisciplinar reúne filmes, ensaios, livros e outros materiais relacionados ao tema e acontece em Roterdã entre os dias 12 de Setembro e 24 de Outubro.

É também o lançamento oficial da Trailer Magazine.

domingo, novembro 15, 2009

Nova profissão?

Tempos que não posto nada por aqui, mas andei tomando um fôlego da vida virtual, mais ocupada fora da web. Também estou lendo um livro ótimo: "Gestão Cultural - profissão em formação", da Maria Helena Cunha.




O livro resgata  institucionalização da cultura no Brasil - desde a abertura política dos anos 80 até o cenário dos dias de hoje (a edição é de 2007) - enfocando a dinâmica do mercado atual e o perfil desse novo profissional através de relatos de vários gestores culturais. Pra quem é gestor cultural como eu (nos primeiros passos), ou para artistas, advogados e demais profissionais que atuam na área da cultura essa é uma leitura quase obrigatória pra entender melhor o que estamos fazendo...
Para Maria Helena, o campo está mais complexo devido ao próprio amadurecimento do setor. A discussão da cultura está mais sofisticada, especialmente nessa área da gestão.
Eu aqui de longe me sinto mais próxima e mais atualizada quanto ao mercado brasileiro, porque a idéia é me envolver cada vez mais em projetos culturais que façam a ponte Brasil - Espanha.
A Maria Helena é de Belo Horizonte e também  tem uma empresa chamada DUO Informação e Cultura.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Pedale mais!

Hoje é Blog Action Day e o tema é Climate Change. Nada mais familiar pra mim do que postar sobre bicicletas. Eu tenho a minha desde que morava em Amsterdam... Gostei tanto de pedalar que acabei adotando o meio de transporte em Londres, Barcelona e agora em Madri. É rápido, saudável e ecológico. 

Achei esse vídeo sobre o David Byrne pedalando em New York no International Herald Tribune, mas não tinha como fazer o embeded. Ele lançou um livro faz pouco, chamado Bycicle Dairies, que conta suas andanças (ou pedalanças) por várias cidades do mundo por onde passeou com sua bici.

quinta-feira, abril 23, 2009

Pues va a ser que no.

Nada de filas, gente. Nada de nada da H&M mais central de Madrid.

Por outro lado, a livraria do outro lado da rua estava explodindo. Hun.
Feliz Dia do Livro!

quarta-feira, abril 22, 2009

Livro corujão



Pelo quarto ano consecutivo rola La Noche de los Libros em Madrid. Essa espécie de festival de eventos literários celebra o Dia Mundial do livro, dia 23 de abril.
Cerca de 202 livrarias da capital ficarão abertas até à meia-noite e convidam o leitor a escutar música, receber descontos e ter a oportunidade de ter sua cópia assinada por alguns dos escritores mais prestigiados da Espanha.
São mais de 400 atividades em diversos centros culturais, instituições e outros espaços, entrelaçando os livros com outras disciplinas que não apenas a literatura.

Uma das mais bizarras? Leitura do Don Quixote continuada varando madrugadas no Círculo de Bellas Artes.

sexta-feira, abril 10, 2009

Da prateleira

Vontade de (re)ler livros.
Estive à deriva neste último ano em termos literários. Também, com múltiplos trabalhos, frenesi internético, projetos culinários, leitura compulsiva de revistas, ginástica empolgada, saudade amorosa e outros mini-dramas de uma neurótica exagerada demais, sobrou pouca concentração pra terminar Crime e Castigo em inglês.
Uma pena pra quem dormia abraçada nos livros. Eu tinha um caderno perfumado em forma de nuvem onde escrevia poesias que rimavam com pingo de mel, céu e anel. Eu era aquela nerd da quinta série responsável pela biblioteca da turma. Eu lia na escada rolante. Caminhando também. Acredita que um antigo namorado até escondeu um livro que eu estava lendo por ciúme?
Imagina então que vergonha dizer que só li UM, eu disse UM, livro em 2008. Ouch!
Enchi o saco do Dodô e só tô a fim de ler Chico, Saramago, Clarice e Balzac. E deu saudade do Kundi. Em português.

quarta-feira, março 18, 2009

Mar branco




Ontem fui ver Blindness, do Fernando Meirelles - só agora saiu aqui na Espanha. Como estou ensaiando ler o livro do Saramago há horas, mas nao encontro em português por essas bandas, resolvi ver o filme de uma vez.

Uau.
Sabia que era uma história forte, mas acho que o Meirelles se esmerou em conseguir retratar a intensidade de tudo aquilo - especialmente através da fotografia genial, do efeito câmera na mao e dos planos fechados que já vinham desde Cidade de Deus - sem se perder em nenhum momento como aconteceu, na minha opiniao, diversas vezes no Jardineiro Fiel.
E a pele branquela sardenta da Julianne Moore? Grande sacada.
A sala pequeninha e vazia (eu e mais 6 pessoas) em plena terça feira ajudou na absorçao do soco no estômago.
Deu mais vontade ainda de ler o livro.

Ps: muito engraçado ler algumas pessoas no fórum do IMDB reclamando dos "big plot holes" como por exemplo: impossível nao haver nenhum enfermeiro numa quarentena! ou: o oftalmologista saberia que era uma doença contagiosa! ou: seria melhor se eles mostrassem mais cientistas e médicos se preocupando com a doença! HAHAHAHA... essa gente tá muito mal acostumada. O que leva à discussao de como o filme foi difundido. Muitos dizem que o marketing acabou atraindo a um público típico de finais felizes, de ficçao científica hollywoodiana, que vai se decepcionar muito com a obra.

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