Sempre fui amante da fotografia e bem que me aventuro detrás das lentes, mas ultimamente dei uma obcecada extra - sabe-se lá por quê.
O trabalho abaixo é da Olivia Grace Bolles (aka Olivia Bee), meninota de 15 anos de Portland, USA, que parece despejar sonhos através do olhar. So simple, yet intense, right?
Bee foi selecionada pela Converse para figurar entre seus "artistas emergentes favoritos", dentro de um programa que também inclui um prêmio (atenção fotógrafos!) para novos talentos.
Já faz uma semana que voltei, mas ainda não tinha parado para postar... Estive em Amsterdam e fui na maravilhosa galeria da FOAM Magazine, também conhecida como Fotografiemuseum Amsterdam.
Estava rolando uma expo do Ari Marcopolous, fotógrafo/artista holandês que já trabalhou com ninguém menos que Andy Warhol em NY. Desde então, Marcopolous passou a registrar a vida da juventude underground da Big Apple, incluindo os meninos de "Kids". O fotógrafo também viajou mundo afora, hanging out com caras do snowboard, do skate e de outros esportes extremos. Essas andanças renderam inúmeras obras tocando em temas como os limites do corpo, o vício da adrenalina, estilos de vida on the road, só pra citar alguns. Enfim, não vou relatar aqui toda a biografia do cara. Ele tem uma visão muito intimista dos seus sujeitos - desde o próprio Warhol até seus filhos.
Ele já está bombando nos blogs trendy. Nate Page é o artista responsável por estas obras: revistas talhadas, ou melhor, esculpidas, exibindo diferentes camadas e criando uma textura incrível.
Page mora em Nova Iorque e está expondo sua obra na galeria Jen Bekman, que por sinal tem excelentes artistas no seu inventory...
Você é um artista recém formado. Ou um publicitário. Vive reclamando que não tem grana pra lançar aquele projeto, fazer aquela expo fantástica, aquela campanha bombástica, comprar material e alugar um ateliê. Pues venga. Alguém lá do mundo acadêmico pensou em você (por incrível que pareça).
O IED de Madrid oferece um curso de especialização de Creatividad Aplicada de Bajo Presupuesto. Ok, ok, tem que pagar uns tantos euros pra fazer o curso. Mas olha que legal é a proposta: ensinar jovens artistas e criativos a aproveitarem seu potencial para gerar obras e projetos envolvendo lixo - ou, pra ficar mais bonitinho, resíduos.
Uma solução para todos os seus problemas! E ainda ecologicamente correto! Iééé! E, ainda por cima, você será cool, porque a sustentabilidade tá na moda.
No programa tem arte urbana/espaço urbano, copyright/copyleft, software livre e conhecimento compartilhado, sustentabilidade na produção industrial, financiamento público e privado, módulos temáticos de moda, design, comunicação, artes visuais e mais, muuuito mais.
Completinho, né? O curso conta com a parceria do coletivo basurama.
Sem Sónar por aqui e um trabalho me prendendo à capital, me resta conferir a agenda cultural da cidade. Ótimas notícias! Um dos festivais mais interessantes de Madri rola a partir de ontem (ops!) na Casa Encendida - o espaço cultural mais chulo (= massa) e dinâmicoda cidade.
O In-presentable é um conjunto de performances, workshops, works-in-progress e apresentações que duram 12 dias exatamente. Congregando artistas de todo o mundo (inclusive alguns brazucas), o projeto é atraente por suas obras experimentais, interativas e até transgressoras. Excelente para os amantes de novos formatos, like me. ¿Vamos?
Ela até pode ser bem weirdo, mas pra mim, Micachu is (ou deveria ser) the next big thing.
Um pop bem matizado, ondulado de eletrônica e bizarrices. Just In Case é um bom começo. Pra sacudir em vez de dançar. Ou dançar se sacudindo. Pra ouvir de perto e perceber o sarcasmo das letras - witty, precisely as an english girl should sound like. Entre violas, violinos e teclados estao também instrumentos musicais inventados pela menina de 21 anos. A experimentaçao das sonoridades nao acaba por aí: Turn me Weller começa com um aspirador de pó.
Cidades na agenda dela? Amsterdam, London, Berlin, Barcelona (Sónar) e Madrid (eba!).
Em tempos em que Mallu Magalhaes está na moda e todo mundo fala de folk, os presento la chica dulce y delicada cuya boca con pinta-labios rojo canta cositas monas como Take Me Home o They Don't Believe. Tras darse a conocer en el MySpace, Russian Red sacó su primer disco Cigarrettes en 2008.
Desde entonces se ha convertido en una espécie de fenómeno "folk popero de raízes españolas", según ella misma describe a si misma. La madrileña (que en realidad se llama Lourdez Hernández) ya es un éxito en España y hasta en Alemania. Tiene conciertos en Holanda y Bélgica también. Llegará a Inglaterra o Estados Unidos?
A algunos brasileños puede llegar a través de este blog.