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sábado, abril 03, 2010

Educartear?

Papo vai papo vem ontem com minha linda amiga Alessia, a gente discutia sobre as relações entre Academia e as Artes, especialmente o quanto as universidades e outras instituições podem ter por vezes um  papel catalizador em projetos culturais ou também podem limitar essas criatividades. E nos debulhamos em elogios ao Medialab Prado, esse laboratório aqui de Madri onde nos metemos que funciona como think tank, ponto de encontro, centro de convergências, estúdio, oficina, casa de loucos, ateliê de criativos, or whatever you wanna call it. Uma verdadeira ponte entre governo, instituições, coletivos, estudantes, pesquisadores, programadores, ativistas, cidadãos e quem mais se interesse por projetos artísticos multimídia, sempre que sejam coletivos. Um laguinho de cultura democrático onde a gente pode nadar e brincar felizes. E brigar também, mas só de vez em quando, porque los mediadores culturales estão ali pra apaziguar o tiroteio de idéias, ajudando a transformá-lo em fogos de artifício.

Abro meu email e me deparo com a conferência Deschooling Society, que vai rolar no SouthBank Centre/Hayward Gallery  agora em Abril.


"Speakers have been invited to present critical ideas on collective and participatory practice, pedagogical experiments and how such art can be understood and discussed.The conference is a collaborative event marking the start of a Hayward Gallery research project culminating in the transformation of the gallery space into an alternative art school during summer 2012. It also addresses the urgent issues that have arisen from the Centre for Possible Studies, part of an ongoing Serpentine Gallery project in the Edgware Road neighbourhood, and is the second part of the Serpentine's collaboration with The Museum of Modern Art, New York, following the conference Transpedagogy - Contemporary Art and the Vehicles of Education at MoMA in May 2009."


domingo, abril 26, 2009

A disco tribute


Ainda na contagem regressiva do Sónar, encontramos James Murphy e Pat Mahoney, ou LCD Sound System DJ set. Além de dirigirem a DFA Records (padrinhos de bandas como Hercules and Love Affair e Hot Chip), os caras são produtores, agitadores pós-punk, típicos inquietos produtivos de NYC. Basicamente, eles estão na lista de amigos que eu gostaria de ter.
Estive no show do LCD SS há quase 2 anos em Barcelona e foi o suficiente pra deixar gostinho de quero mais. Essa não dá pra perder.

segunda-feira, abril 13, 2009

Florence And The Machine - Dog Days Are Over


Clipe da minha mais nova banda preferida (vocês nao acham que ela tem uma voz parecida com a vocalista do The Cranberries?), Florence and The Machine.
Dirigido por Tom Beard, essa festa de pierrôs, palhaços e colombinas tem cheiro de algodão doce e gosto de psicodelia.

sexta-feira, abril 03, 2009

Tamagochi não, Micachu


Ela até pode ser bem weirdo, mas pra mim, Micachu is (ou deveria ser) the next big thing.

Um pop bem matizado, ondulado de eletrônica e bizarrices. Just In Case é um bom começo. Pra sacudir em vez de dançar. Ou dançar se sacudindo. Pra ouvir de perto e perceber o sarcasmo das letras - witty, precisely as an english girl should sound like. Entre violas, violinos e teclados estao também instrumentos musicais inventados pela menina de 21 anos. A experimentaçao das sonoridades nao acaba por aí: Turn me Weller começa com um aspirador de pó.

Cidades na agenda dela? Amsterdam, London, Berlin, Barcelona (Sónar) e Madrid (eba!).

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Bat For Lashes



Quizás la conoces por la canción (y el dulce videoclip) Prescilla. Banda de la multinstrumentalista, cantautora, poeta, y artista visual Natasha Khan, Bat For Lashes fue mi obsesión durante unos dos meses en 2008, cuando telonearon Radiohead en su gira por Europa. Es que me encantó el grupo, su música, su estética y, claro, Natasha y su historia. Por más que intentase entrevistarles para el primer numero de FEW (llamé a Londres, a NYC, fuimos a Madrid hablar con los de EMI music) no había forma de lograrlo. El motivo? Según sus representantes, no estaban interesados en hacer promo en España. Ya.
Me lo tomé con un silencio amargo. Sólo pude verles desde lejos, en el escenario. Y qué sorpresa ver a Natasha en la portada de Dazed and Confused. Ahora, con disco nuevo casi lanzado (Two Suns, en el 6 de Abril) y gira por todo el mundo. Trés cool.

Además de haber sido nominados al Mercury Prize 2007 y al Brit Awards 2008, ganaron elogios de la crítica y fans como Jarvis Cocker, Björk, Devendra Banhart (que en realidad es amigo íntimo de Natasha) y Thom Yorke, por supuesto.
Natasha Khan nació en Inglaterra, pero viajó mucho cuando pequeña. Pasó unos años cuando niña en Paquistán, su padre es de allí. Ahora vive entre Brighton y New York. Empezó su carrera musical tocando el piano, pero hoy toca muchas otras cosas (sus conciertos suelen tener instrumentos poco convencionales). Para que tengas una idea de su excentricidad, parte del álbum Fur and Gold (2006) fue grabado en la floresta.
Le gusta crear su propio universo, siempre con un aura de fantasía, mágica, algo de sueño… todo es transmitido a través de canciones densas y un marcado arte visual. El maquillaje va más allá, se convierte en pintura en la cara. El vestuario que lleva tiene temáticas de la naturaleza (animales, indígenas, etc) y algo de cuentos de hadas. Y es que Natasha mete su dedo artista en todas las etapas del proceso creativo. Ilustra las portadas de sus discos, su web, hace camisetas, expone obras en galerías, colabora con los realizadores de sus videoclips, crea el escenario de las actuaciones en directo.
Y no para ahí. Ya figuró en editoriales de moda de revistas de prestigio y es también la co-productora de sus dos álbumes.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

sábado, fevereiro 07, 2009

We are human

*foto de Eduardo Rabin, pernas de Tatiana Granone.


Já que o site está meio improvisado por enquanto, explico um pouco o que é a FEW Magazine.

É uma publicação trimestral basicamente de moda, arte, música. Também tem o que chamamos de uma reportagem social, um perfil de algum personagem interessante, que tenha uma história incrível para contar, que tenha feito algo inovador, original, único, que nos ensine coisas. Nada de filantropia óbvia ou carreiras corriqueiras.
O objetivo é dar um pontapé de estímulo a talentos creativos de todo o mundo. Espaço para a diversidade. Tanto que somos um valenciano, uma mexicana, um madrileño e uma brasileira na equipe fixa, colaborando com gente de todos os cantos do planeta para a produçao de conteúdo visual e escrito.

Conteúdo
Todas as reportagens da revista sao densas, longas, aprofundadas, baseadas em entrevista e pesquisa. O estilo é de documentário, sem que a linguagem seja pesada, mas procurando manter um frescor inteligente e perspicaz. A única seçao pergunta-resposta é o Backstage, em que estarao bandas e cantores/compositores novos no cenário musical. Tendência. Já a reportagem musical e a de arte sao livres para jogar tanto com personagens hypes ou hipsters, gente que está lançando projetos ou cuja trajetória é atemporal. O que conta é a abordagem, que pode transformar histórias - vocês sabem disso.

Imagem
A imagem tem um papel fundamental na revista. Inspirados em revistas como a Metal, Dazed and Confused, Fanzine 137, Fantastic Men, entre outras, a identidade visual da FEW dispensa o ar comercial e super produzido das típicas revistas de moda. O glamour provém menos dos flashes ou das poses e se traduz em uma linguagem mais indie, muito mais espontânea. Isso se estende além dos editoriais, incluindo as reportagens.

É difícil colocar um rótulo na revista. Sempre passamos um puta trabalho pra descrevê-la, talvez por isso muita gente fica com uma cara de "quê??". Porque nao somos urbanos, extremamente vanguardistas ou pra lá de indie, ou mesmo glamurosos. Elegância, sim, mas sem nariz em pé. Vanguardismo sim, mas só salpicado aqui e ali, para que a publicaçao seja acessível e nao uma peça de museu.
Há contradiçao e pontos que nem sempre encaixam, mas estamos aprendendo. Acho que os pequenos conflitos dentro e (e fora) da FEW também geram faísca, e isso pode ser construtivo.

Enquanto ela nao sai da Espanha (se ensaia a distribuição em cidades como Paris, Londres, NY e Milao), vou publicando aqui alguns textos meus e fotos de páginas pra quem quiser acompanhar...
Hope you like it!


quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Gritos de guerrilha



Que venha mais uma ediçao de The Influencers.
Só podia ser no CCCB. Este festival é uma verdadeira mistureba no sentido mais literal da palavra. Se tivesse que criar uma metáfora (sou consciente do meu amor compulsivo pelas metáforas), seria um pavê de nata, geléia e carne picada (quem já viu Friends algum dia sabe do que estou falando), mas nao servido em pratinhos bonitos, e sim jogado pelas paredes. E na sua cara.

É isso mesmo: arte provocadora, extrema e radical. Bungee Jump de sensaçoes, torre de babel de línguas, de preferência entrelaçadas num beijo coletivo enquanto as maos livres se dao tapas, que é pra estressar a controvérsia e chocar massas.
No The Influencers, a gente encontra um pessoal que 'distorsiona la comunicación de masas, la cultura popular global, la propaganda tecnológica y el fetichismo ideológico'.

Sem falar que conta com o trabalho de um artista excepcional, o BLU, do vídeo aqui linkado. A maioria dos web junkies já viram esse trabalho híbrido de graffitti e stop and motion. O cara é incrível.

De hoje a sábado, em Barcelona.
Eu vou lá e depois conto o que me embriagou.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Diamante

Sem muito tempo para escrever, mas com muitas idéias na cabeça.

Nao perde essa:
(mais a seguir)

My Brightest Diamond

terça-feira, dezembro 09, 2008

Estante Pública nº1

foto by Danilo Christidis


Olha só que legal o último projeto da Estúdio Nômade: a estante pública.

Essa intervençao vem questionar a idéia de posse (o livro é de quem? é teu, é nosso), o direito à cultura, o espaço urbano, a coletividade, o civismo poético, a liberdade.

Abaixo, um dos muitos textos que podem ser encontrados no blog do projeto e no flickr do Danilo.

"No interior dos livros o observador curioso pode encontrar um breve texto que o convida para a discução...

Você abriu algum livro?
Bom, aqui vai o texto... da próxima vez: seja curioso!
A curiosidade que te fez abrir este livro revela algumas particularidades que merecem um apanhado de palavras. Esta é uma Estante Pública. Isto aqui, provavelmente nunca tenha invadido a tua rotina na chegada ou partida do teu ônibus, ou na tua passagem por essa rua.Se observares bem os títulos dos livros, dispostos nas prateleiras, vais perceber que permeiam dois assuntos basicamente: Direito e Poesia.Nesse simbolismo existe uma pergunta... Onde está a poesia em nossos direitos? A nossa liberdade de ir e vir acaba se deparando com diversas situações de regras públicas em que acabamos por concordar. Somos educados a não questionar, enquanto a verdadeira participação se faz propondo ações.

Veja:
Civismo = refere-se a atitudes e comportamentos que no dia-a-dia manifestam os cidadãos na defesa de certos valores e práticas assumidas como fundamentais para a vida coletiva, visando preservar a sua harmonia e melhorar o bem-estar de todos.
Poesia = refere-se ao ato de criar. Do grego, poíesis, ação de fazer alguma coisa. Inspiração.

Unindo essas duas expressões podemos pensar em agir no que é público, incrementando novas possibilidades de convivência, criando com responsabilidade.
O respeito preserva. Leve esse cartão para casa, mas deixe o livro aqui.


Coletivo Estúdio Nômade."


terça-feira, setembro 18, 2007

BAM! Barcelona Acció Musical

O BAM é um puta festival de música que acontece anualmente dentro da programaçao da Mercé, a Festa Maior da cidade. É, o verao de Barcelona é cheio de festas, uma em cada bairro que culminam com a final Mercé - uma festa de toda a cidade que dura uns três dias e toma conta das ruas, especialmente na Ciutat Vella, no centro da cidade.

Olha só que legal. O BAM está na sua 15ª ediçao e traz na programaçao grupos emergentes e/ou vanguardistas e/ou independentes de várias partes do mundo. A idéia é promover cerca de 90 concertos em diversos locais de Barcelona, DE GRAÇA.
Sí.
FREE.
Na lista, tem desde grupos mais conhecidinhos como o britpop Travis (aqueles 4 escoceses que estouraram com "Sing" seguem independentes e vao tocar na esquina da minha casa) e os franceses do Nouvelle Vague (que prometem se apresentar em um "formato novo" no CCCB e sao precedidos por um documentario massa), até gente completamente desconhecida ao menos fora de Barcelona, como é o caso do 08001, uma plaforma de músicos que vao chegando ao bairro Raval e fazem uma fusao de tudo que encontrarem pela frente. A ver.
Tem também os carinhas do Mendetz, uma banda de catalaes que canta em inglês ao som de um antigo teclado Casio e faz uma espécie de eletro-rock-dançante-meio-oitentista que eles gostam de chamar de Casio-Punk (?). Nao sao maus, nao.
Tem o indie pop-rock galiciano Deluxe, os barceloneses (pseudo) psicodélicos do Sidonie, o ska-rock do Hard-Fi de Londres e até os art-roqueiros da AlemanhaThe Robocop Kraus em plena Plaza Real - sem falar em rumba, flamenco, worldmusic...

A cidade vai tremer.

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