terça-feira, janeiro 08, 2008

sexta-feira, novembro 09, 2007

The folotog celebrity




Essa vida é mesmo engraçada.
Estava eu navegando entre as 6 redes web 2.0 das quais participo (antes eu tinha quase vergonha de dizer isso, mas agora tenho um orgulho bobinho, actually, das minhas páginas no Fotolog, Flick.r, Orkut, Facebook, YouTube, e Blogger) quando me deparo com o fotolog de uma menina e certas notícias sobre ela.

Trata-se de uma espanhola de A Coruña que mora em Londres. A chica é estudante de moda (e também sobrinha do Adolfo Dominguez, famoso designer) e tornou-se uma espécie de Internet celebrity. Publicada em sites, blogs e revistas. Pois é, seu fotolog recebe nao-sei-quantas-mil visitas diárias. Ela se veste ousadamente, à la Carry Bradshaw (do Sex & The City). Es decir: a veces dices "¡Que linda!", pero otras te pones como: "¿Qué?".
Assim, sendo, pode-se concluir que a menina tem um puta estilo próprio que se admira tanto quanto se abomina. Mas isso eu deixo a seu cargo para julgar.

O que é hilário, é que eu acesso o fotolog dessa mina simplesmente porque eu conheci ela, do nada, casualmente. Ela já foi lá em casa em Londres várias vezes. Ela amiga de um grande amigo.
Pequeninha, bonita, meio histérica, mas de certa maneira legal. Namora um dos DJs da Ministry of Sound, así que ya he salido de fiesta con ella y todo. De graça, naturalmente. Também teve um dia que bebeu todas, gritou e colocou a casa de cabeça para baixo, depois saiu, deixando os desastres para trás.

E agora, vejam só! É uma celebridade. Uma celebridade de internet que posta fotos dela, seu look e sua vida londrina trés cool.

Me pergunto o quao fácil é ser uma celibridade hoje. Nem precisa mais ser celebridade na vida real, pois temos a vida paralela da web. Nao qualquer web, a web que a gente faz, a web 2.0. Bom, há muito tempo que nao é necessário ser atriz ou ter qualquer profissao específica para estar na vitrine. Ei, agora nao é necessário estar no Big Brother, nem sair na Playboy, nem dar pra famosos, meninas!
Menos mal, nao?

Pois que fique claro que os fotologs e blogs e etcterogs nao sao só vitrine de fama vazia. Também sao referência de moda, estilo, sem falar de textos ótimos e, o mais importante: projetos. Sejam eles profissionais ou hobbies, fúteis ou densos, temporários ou long-lasting, estao por aí, à disposiçao de todo o mundo para serem vistos. Eis a beleza da cousa.

A propósito, aproveite e dê uma olhadinha sem preconceito.

segunda-feira, novembro 05, 2007

terça-feira, outubro 23, 2007

Brinquedo

1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abra-o na página 161;
3. Procurar a 5ª frase, completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.

"Durante muchas horas, al margen de los sobresaltos de una guerra sin futuro, resolvió en versos rimados sus experiencias a la orilla de la muerte."

quinta-feira, outubro 04, 2007

Mercè 2007





So this is what catalan people do on holidays...

segunda-feira, outubro 01, 2007

time goes by II



several months ago, in the sunny flat, some people said...
fabi: "uuáááááá"
eu: "cadê a ceva?"
edu: "só mais unzinho..."
gê: "ôpa! que flash!"

time goes by

quinta-feira, setembro 27, 2007

"Frente y Verso"


"Frente y Verso", originalmente cargada por Carol De Marchi.

Expo de fotos de Edu Rabin.

7º Festival Brasil NoAr
Mau Mau Underground, Barcelona. Hasta el 29/09.

Yo, orgullosa :)

terça-feira, setembro 18, 2007

BAM! Barcelona Acció Musical

O BAM é um puta festival de música que acontece anualmente dentro da programaçao da Mercé, a Festa Maior da cidade. É, o verao de Barcelona é cheio de festas, uma em cada bairro que culminam com a final Mercé - uma festa de toda a cidade que dura uns três dias e toma conta das ruas, especialmente na Ciutat Vella, no centro da cidade.

Olha só que legal. O BAM está na sua 15ª ediçao e traz na programaçao grupos emergentes e/ou vanguardistas e/ou independentes de várias partes do mundo. A idéia é promover cerca de 90 concertos em diversos locais de Barcelona, DE GRAÇA.
Sí.
FREE.
Na lista, tem desde grupos mais conhecidinhos como o britpop Travis (aqueles 4 escoceses que estouraram com "Sing" seguem independentes e vao tocar na esquina da minha casa) e os franceses do Nouvelle Vague (que prometem se apresentar em um "formato novo" no CCCB e sao precedidos por um documentario massa), até gente completamente desconhecida ao menos fora de Barcelona, como é o caso do 08001, uma plaforma de músicos que vao chegando ao bairro Raval e fazem uma fusao de tudo que encontrarem pela frente. A ver.
Tem também os carinhas do Mendetz, uma banda de catalaes que canta em inglês ao som de um antigo teclado Casio e faz uma espécie de eletro-rock-dançante-meio-oitentista que eles gostam de chamar de Casio-Punk (?). Nao sao maus, nao.
Tem o indie pop-rock galiciano Deluxe, os barceloneses (pseudo) psicodélicos do Sidonie, o ska-rock do Hard-Fi de Londres e até os art-roqueiros da AlemanhaThe Robocop Kraus em plena Plaza Real - sem falar em rumba, flamenco, worldmusic...

A cidade vai tremer.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Pangea Day Needs Your Videos

Hey, filmakers, journalists, producers, check iy out:

Ei, cineastas, jornalistas, produtores, olhem isso:

sexta-feira, setembro 07, 2007

Indignaçao ciclística

Hoje eu me estressei com o trânsito. Mas não tenho carro. Tenho bicicleta. Pois o que passa é que às vezes não dá. Tipo assim, não dá. É uma merda. Não é nem que a cidade de Barcelona não tenha um número razoável de ciclovias (veja bem, eu disse razoável, que está longe de ser suficiente ou bom), mas é que as pessoas não estão acostumadas a elas. Isto é, ninguém presta atenção na ciclovia quando está atravessando a rua ou – ainda pior! – quando estão caminhando nas calçadas centrais de grandes avenidas como a Diagonal, em que as ciclovias estão pintadas no que seria uma espécie de canteiro central, dividindo espaço lado a lado com o pedestre. NINGUÉM presta atenção. Você está lá, a 80 rpms de velocidade, e a mocinha da frente passeando na tripinha sinalizada para o ciclista. Ô beleza. Tlim tlim! Tlim tlim! Cuidadooo!
Vale. Talvez eu esteja mesmo mal acostumada com a cultura bicicleta-tem-sempre-a-preferência-no-matter-what de Amsterdã. Sim, isso é bem provável, eu admito. Lá é uma maravilha. Bicicleta vem antes de qualquer coisa. Todo mundo, com exceção dos turistas, deixa o cara da bici passar. O que, na minha opinião, além de ser absolutamente positivo para quem pedala, tem sim a sua lógica. Afinal, o ciclista está normalmente a uma velocidade consideravelmente rápida (quer dizer, geralmente BEM mais rápida que a de um pedestre), num veículo de risco, sem proteção nenhuma, com freios relativamente precários. É justo que os motoristas com seus mega-carros, monstros motorizados, tenham em conta as bicicletas enquanto meio de transporte desfavorecido e as respeitem, assim como respeitam os pedestres (well, pelo menos na Europa...). Por outro lado, a pedestre Dona Conceição com seu carrinho de compras do mercado, que anda devagar quase parando, tem que se TOCAR que, ao atravessar a via e o sinal está FECHADO para pedestres e não vem nenhum carro, ela não pode atravessar sem antes checar se tem uma bici cruzando o seu caminho a milhão. Porque é foda parar, minha senhora. É foda parar assim de repente se o sinal está aberto pra gente, sabe? Ou o Seu Antônio do armazém da esquina não pode fazer o seu descarregamento EM CIMA do espaço do pedalante. Ou ainda, realmente não é legal que a Maricota e a Aninha fiquem zanzando bem no lugar onde tem uma bicicleta e uma flecha pintados no chão.
Nas ruas onde não tem ciclovia, geralmente se anda nos corredores de táxi e ônibus, como em Londres. Em Barcelona, tem que cuidar pra não ser fechado por um minhocão de repente ou levar um buzinaço no rabo.
Parece só reclamação depois de um dia ruim, mas não é. Em Londres, por exemplo, havia muitas razoes que explicavam o fato de as pessoas não respeitarem muito a bike: trata-se de uma metrópole com pouquíssimas ciclovias, alguns ciclistas e ponto. Igualmente será quase impossível pedalar em Porto Alegre. Ok, a gente entende. São cidades que não foram feitas pra isso. Só que em Barcelona tem até bicicleta pública – são pontos de bicicleta de onde você “pega emprestado” o pequeno veículo de duas rodas, o utiliza até outro ponto e o devolve – além de várias ciclovias, pouco relevo, muitos seres pedalantes, então, porque essa cegueira de tanta gente? Somado a isso, ainda temos o mal-humor e a falta de educação absurda dos catalães. Pra piorar.
É. Bueno, ainda assim, sou fiel à minha ceci e não troco ela por nada. Não tem nada melhor do que pedalar nessa cidade.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Instituto

"História real: o artista plástico Alexandre Orion estava passando pelo túnel da Cidade Jardim, em São Paulo, quando percebeu que o escuro da parede não era tinta, era fuligem. Com um pano, começou a desenhar um ossário pelo túnel, na linguagem urbana de seus trabalhos. A polícia apareceu, "enquadrou", ele explicou que não estava pixando, estava limpando. Não teve jeito, o trabalho foi lavado pelos garis. A produtora Big Bonsai registrou tudo e “Ossário”, música do Instituto, embala a coisa toda. O clipe-documentário acaba de ser lançado no site da gravadora YB e no YouTube (vídeo acima)."
from: Coquetel Molotov

Esse é mais um exemplo da burrice brasileira. É um absurdo: no país, a intervençao artística no espaço urbano ainda é considerado sujeira, pichaçao, ou qualquer outra coisa, menos arte.

E quem lembra do código de barras no centro de Porto Alegre? Chega a ser engraçado que os nossos queridos azuizinhos do EPTC queriam "prender" os "criminosos"...


segunda-feira, agosto 27, 2007

Sperms and eggs


Espermas I, originalmente cargada por Eduardo Rabin.

foto: Edu Rabin

Canção pra você viver mais

Revigorada, sinto uma tranqüilidade tão plena que dói – aquelas dores boas que temos como quando alongamos um músculo.
Os velhinhos que estão por toda parte no bairro não me atravancam mais o caminho com suas bengalas. Os vejo passar com cara de boba. Me dá vontade de pegar nas mãozinhas enrugadas para passear.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Me(u) desafio

Depois de dias de muita chuva preguiçosa e atípica, um pouco de sol.
Caminho pelas ruas vazias de Barcelona. É cedo. As ruas desertas, lojas fechadas. Mês de agosto, a cidade está de férias. Não caem pingos na minha cabeça, pois ninguém ligou seus aparelhos de ar condicionado. Hoje o dia está fresco. Olho para dentro de um café, onde um quarentão toma seu cortado feito de café brasileiro servido por um chinês, que espia a televisão pequena. Notícias – provavelmente do furacao no caribe – vêm em forma de imagens sujas de grao borrado. Sigo caminhando até minha rua, pensando nem sei bem no quê. Isso é Barcelona, isso sou eu aqui, isso é a vida de hoje. Em uma quadra, vi uma amostra grátis do mundo.

Uma melancolia me aperta o peito. Como é que podemos ter tantas certezas e no minuto seguinte, tantas dúvidas? O que era o quase certo se torna tao certo que dá medo. Eu e meu medo do aburrimento (tédio). As pessoas falam em medo de mudança em seus livros de auto-ajuda e gestao empresarial, e eu com esse pavor da mesmice. Tenho consciência do meu aburrimento com pessoas e lugares. Me aburro, me aburro, me aburro. Me aburro com um trabalho depois de um tempo, me aburro com namorados, com cidades e até com amigos. Começa a me dar uma coceira, uma brotoeja, tenho que sair correndo, suar, escalar uma montanha, mudar os ares, mudar de pessoas. Me pergunto se um dia isso vai mudar em mim. Me pergunto se um dia vou sossegar. Essa fase da minha vida é uma prova de fogo pra mim, justamente por causa desses sinais de estabilidade.

Um ano mais na mesma cidade, Carol. É... Outros quantos meses em Barcelona. Um contrato assinado de mais um ano no mesmo apartamento. Logo eu, cansada de me mudar, agora tenho uma invejinha reprimida de quem está se mudando e sinto a caneta tremer na mao. Por quê??
Ficar aqui também é assumir compromissos outros, mais pessoais. É estar (e apostar) no relacionemento mais concreto que tive nos últimos anos. É.. pois é. Apavorante, às vezes, a idéia de que não vai dar certo, de que ele vai mesmo me trair, de que eu vou trair ele, de que eu tenho ataques de raiva ridículos, de eu ser egoísta pra caralho, de ele me achar insegura, de eu me achar insegura e de eu odiar me ver insegura e de que eu nao posso ser assim tao exigente comigo mesma. Ai. Fácil mesmo é mudar. O complicado é segurar na mao de alguém e mergulhar fundo, pegar a caneta com firmeza e assinar o contrato de aluguel.

Que bom. Vontade é o que nao falta.
E, olha só, menina gulosa pelo mundo: de tanto divagar sobre a tua inquietude pelo novo, tu te deste conta de que é na concretizaçao das coisas da tua vida que está a mais nova montanha a ser escalada. Pronto, encontraste tua novidade.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Que seja infinito enquanto dure

As coisas seriam muito mais fáceis se todos vivêssemos assim.
Num paraíso, com alguém que se ama, sem preocupaçoes, sem buzinas nem relógios.
Tarefas dos dia:
- fechar a barraca
- descer a montanha
- passar protetor solar
- mergulhar e ver peixinhos
- nadar até a próxima praia
- tirar fotos
- tomar água
- andar de caiaque
- conversar
- namorar
- caminhar na trilha
- tirar uma soneca
- se bronzear
- remar até uma praia nudista
- se pelar
- se vestir
- tomar mais água
- namorar mais um montao
- comer
- beber
- ouvir boa música ao vivo
- dormir (num colchao inflável, de preferência)

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