quarta-feira, novembro 05, 2008
sexta-feira, outubro 31, 2008
You got to get your move on
No fim de semana passado ela tinha saído de festa no sábado e voltou de manha. No dia seguinte, quando ninguém podia sentir o cheiro de álcohol, ela começou a beber às 2h da manha, com um amigo. Pararam às 7h, depois de detonar 1 litro de cerveja e quase uma garrafa inteira de rum. Era hora de J. ir trabalhar.
Eu fico pasma com essas pessoas. Pra mim, elas sao de outro planeta. Talvez de Saturno. Eu nao sou nada "careta", bebo sim, até bastante e, eventualmente, consumo drogas (ops, did I say it out loud?), mas nunca conseguiria levar esse ritmo de vida on a regular basis. A única explicaçao que encontro é que estes seres paranormais nao se importam com seus trabalhos. Nem com a ressaca (putz, eu abomino a ressaca mais que qualquer coisa, fico imprestável e mal-humorada, corro risco de morder as pessoas à minha volta e soltar gemidos de dor). Eles nao se importam com o corpo? Digo, com o fígado? O estômago? Nem com os outros que acordam ao som de vômito? Nao estao nem aí que nao vao conseguir fazer nada no dia seguinte, que vao fazer as coisas mal, que vao passar o dia enjoados?
Ou eles simplesmente nao sao tao neuróticos como eu.
Amo uma festa até de manha, já perdi a conta de quantas vezes me estraguei, mas sempre pago um preço caro. Além de sentir certa culpa moral. É, eu sei, nisso eu sou bem careta mesmo. Mas imagina só, com a vida que ando levando, nunca poderia ligar o foda-se.
Só pra se ter uma noçao, só ontem eu: trabalhei no escritório da revista até às 14h, pedalei até minha casa, comi, chequei meus e-mails, depilei minhas pernas (com cera quente!), lavei roupa, passei vassoura no chao pois estava sujo desde a reforma do banheiro, li e pesquisei sobre festivais brasileiros de cine para fazer o projeto do FLO 2009. Daí eu desci, busquei uma carta no correio, comprei um cabo de vassoura e um escorredor no chino, mais frutas, e subi. Marquei uma reuniao, cancelei a reuniao, respondi e-mails da produçao do curta-metragem, revisei um texto pra revista do Brasil, trabalhei nas perguntas para a entrevista ao CSS da revista daqui, jantei, pesquisei mais sobre o CSS, falei com meu namorado no telefone, li sobre moda e escrevi no meu blog. Nao deu tempo de ler meu livro, pois já estava capotada às 00:45.
É insano.
E nem foi dia de academia. Nessas horas até acho bom que meu namorado nao mora em Barcelona.
Ao mesmo tempo, é essa rotina (nada rotineira) que faz com que eu me sinta viva. Sounds brega, tá bom. A inércia é minha amiga, que posso fazer. Muito tempo parada me dá comichao, dor de barriga, nó na garganta. Pelo menos aos poucos eu vou sabendo lidar melhor com esse caos frenético que invento pra mim mesma. A doses cada vez menores de neurose.
* Post inspirado pela forasteira, que parece que tira as palavras da minha boca.
I love my job!
Em junho, entrevistei uma das cantoras mais fascinantes que já vi em um palco. A diva francesinha pós-moderna nao tem nada de nostalgia à la chanson. Pelo contrário: é divertida e descontraída, fala alto, fala inglês (quase) sem sotaque, é inteligente e sarcástica. Uma mulher excêntrica.Conversar com ela é mergulhar no buraco do coelho. Do outro lado a gente passeia pelo seu país das maravilhas e nao dá mais vontade de sair. Mais que artista louca, ela é arteira. Está mais para chapeleiro maluco que Alice. E dá-lhe risadas, intercaladas de momentos tao densos que dá vontade de tocar pra sentir a textura das idéias. Me senti magnetizada por essa Camille e seu Music Hole.
E hoje, adivinha quem eu vou entrevistar?
quinta-feira, outubro 30, 2008
People's fashion destination?
Fashionistas agora têm uma rede exclusiva pra exibir seus modelitos:
http://www.chictopia.com/
Para quem quer ver e ser visto.
Ah, sim: você pode "browse stylish people with your body shape", nao é genial?
Menina Cereja

Pois é, ando muito mais metida em moda ultimamente. Sempre gostei, mas agora mais. Sao os ossos do ofício - e pessoas que me rodeiam...
Regarde essa coisa linda: sapatos de tira tripla Chloé.
Quer mais? Pula lá no blog dessa parisiense que se auto-entitula Cherry Blossom Girl. Infestada por influências de Air, Marie Antoinette, o que seja borroco entre outras, Alix já deu o que falar entre estilistas peso-pesado como Alexander McQeen. Pasmem: ela arrecém saiu do curso de moda. Claro, ela tem sua prórpia coleçao.
Mas o mais legal é que ela mescla muito mais Top Shop, H&M e Zara com vintage do que desfila super designers. Para se inspirar.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Outono em Barcelona
Viajou quilômetros em roteiros de cinema, pendurou metros de roupa no varal, varou noites em espaços virtuais, espirrou horas a fio com a poeria da casa, bebeu goles minuciosos de vinho branco seco, e, sozinha, se guardou triste na gaveta.
Até que vieram as novidades frescas e jovens dos países baixos, que, por ironia do destino, ficam no norte do continente. Entao ela se nutriu de sangria doce, engoliu pipocas frias deliciosas, ficou rouca de contar histórias, deixou a toalha encharcar no varal, tirou aquele fio da tomada e, de maos dadas com as duas, foi saltitar na calçada.
terça-feira, outubro 21, 2008
quinta-feira, outubro 16, 2008
New Weird America
Pois é, hoje é o dia dos posts longos...
Um homem magro de barba entra no palco. Ele tem maquiagem exagerada no rosto, usa o que parece ser uma fantasia de odalisca e dança de um jeito estranho. Ele também canta de um jeito estranho. Não, não é Nei Matogrosso. Ele é Devendra Banhart. Em algum outro palco do mundo se apresenta uma menina loira, de pele ávida, voz delicada, finíssima. Ela toca uma harpa. O que Joana Newsom e Devendra Banhart têm em comum? Ambos têm sido classificados como parte do movimento New Weird America.
O folk e o rock psicodélico são a base às vezes invisível. Alguma coisa de free jazz, noise, eletrônica, enfim, alguma coisa esquisita é salpicada por cima dessa música. Salpicar não é regra: se pode misturar, bater, entrelaçar, alternar. Também vale jogar com letras em um idioma desconhecido ao ouvido das massas, ou mais de um idioma. O New Weird America é um gênero sem receita pronta. O termo foi criado pelo jornalista David Keenan numa matéria de capa publicada na edição de julho de 2003 da vanguardista revista inglesa Wire. Keenan fazia referência ao Old New America, derivado do título do livro de Greil Marcus que descrevia as possíveis conexões entre a coletânea Anthology of American Folk Music (clássicos do folk entre 1927 e 1932) e a música de Bob Dylan e sua turma. O texto da Wire foi escrito logo depois do Brattleboro Free Folk Festival (Vermont, EUA) e destacava o grupo Sunburned Hand of the Man como um dos protagonistas do evento. Apesar de ter sido criado há quase cinco anos, somente nos últimos meses o rótulo New Weird América tem sido mais usado. Não é à toa: artistas como Animal Collective, Iron & Wine e Coco Rosie têm estado sob os holofotes da mídia (a especializada, claro) graças a lançamentos, shows performáticos, projetos polêmicos e alguns shows estratégicos pela Europa e Estados Unidos.
Mais do que um simples rótulo, o New Weird pode ser considerado um movimento. Ainda que não seja unificado, é evidente que existe a tendência entre muitos músicos de apostar nessa espécie de revival sessentista/setentista que resgata não só o folk em sua versão mais acid, mas também a psicodelia e o free jazz, pegadas fundas de uma época. Geralmente estes artistas formam mais de um grupo, criam coletivos pelos quais se movem de maneira fluída – uma alegoria do próprio estilo de música que tocam. Como já se pode imaginar, os discos são feitos de maneira completamente independente. Às vezes, só em CD-Rs caseiros e em edições limitadas em vinil, como foi o caso de 500mg, Six Organs of Admittance e Jack Rose poucos anos atrás. Hoje em dia, a maioria conta com sua distribuidora indie além de sua indefectível página no MySpace. Mesmo assim, nada de difusão massiva.
Típico de movimentos vanguardistas, cada artista tem sua maneira peculiar e doida de criar e interpretar suas obras. Talvez por isso seja tão difícil encontrar o fio condutor do New Weird América. É muito fácil se perder nas sonoridades bizarras da voz e da harpa de Joana Newsom, ou nas esquisitices que permeiam as letras e performances de Devendra Banhart, por exemplo. Pois não é que ele mesmo, Devendra Banhart, fez a seleção de faixas que compuseram The Golden Apples of the Sun, um disco de edição limitada produzida especialmente para a revista de arte Arthur Magazine que reúne 20 músicos contemporâneos. Eis a coletânea definitiva do New Weird América:
1. Vetiver (with Hope Sandoval) – "Angel's Share"
2. Joanna Newsom – "Bridges And Balloons"
3. Six Organs of Admittance – "Hazy SF"
4. Viking Moses! – "Crosses"
5. Josephine Foster – "Little Life"
6. Espers – "Byss & Abyss"
7. Vashti Bunyan & Devendra Banhart – "Rejoicing In The Hands"
8. Jana Hunter – "Farm, CA"
9. Currituck Co – "The Tropics Of Cancer"
10. White Magic – "Don't Need"
11. Iron & Wine – "Fever Dream"
12. Diane Cluck – "Heat From Every Corner"
13. Matt Valentine – "Mountains of Yaffa"
14. Entrance – "You Must Turn"
15. Jack Rose – "White Mule"
16. Little Wings – "Look At What The Light Did Now"
17. Scout Niblett – "Wet Road"
18. Troll – "Mexicana"
19. CocoRosie – "Good Friday"
20. Antony – "The Lake"
Interview with Los Campesinos
Here, the "writer's cut" or unedited version, in english.
And yes, theremust be a lot of mistyped stuff...
terça-feira, outubro 14, 2008
Dança do mercado
Quem tiver pé pequeno vá embora
E se eu calço 34?
Ah, daí eu rebolo!
quarta-feira, outubro 08, 2008
sexta-feira, outubro 03, 2008
Dicas para espantar o mau-humor e a lézêra matinal:
2.Mesmo assim, lave o rosto.
3. Cante uma música da Xuxa na cabeça. Pode ser da Mara Maravilha.
4. Articule os músculos faciais, especilamente os da mandíbula e dos olhos.
5. Faça uma careta ridícula. Isso. Agora se olhe no espelho.
6. Com essa mesma careta, fale algo mais ridículo ainda com uma voz diferente.
7. Agora, com a careta e a voz, cante a música da Xuxa. Nao se emocione, se nao vai se atrasar.
8. Pra economizar tempo, vá se espreguiçando e se alongando até a cozinha (ou banheiro, enfim, nao sei se você toma café ou faz xixi ou escova os dentes primeiro).
9. Para se locomover até a próxima peça, mexa os braços, ou salte. Ou os dois ao mesmo tempo. Cuidado pra nao derrubar nada no caminho.
10. Escolha uma roupinha legal dessa vez.
11. A latinha tá foda? Maquiagem nela. Só um rímel pra abrir os olhos, corretivo nas olheiras e aquele gloss melequento com cheiro bom pra você se entreter com sua própria boca volumosa. É, faz biquinho, faz.
12. Ah, você é macho? Dispense o rímel. E tire o gloss antes de sair de casa.
13. No caminho ao trabalho, vá escutando músicas alegrinhas cujas letras você saiba de cor. Cante alto. Ou pelo menos assobie. Melhor se for no iPod, assim você nem escuta a própria voz desafinada. Aproveite e use sua imaginaçao: encarne o intérprete. (mentalize: "sim, eu sou a Madonna!")
Tenha um bom dia!
Ps: tomar café ou guaraná cerebral também ajuda.
terça-feira, setembro 30, 2008
Cenas de Londres II
quinta-feira, setembro 25, 2008
Evento da Alice em Londres
Wonderland: Down the Rabbit Hole
Wonderland is having a revival. This year has seen the soaring popularity of dolls, tea parties and cupcakes, and there was even a musical set in the Land of Oz. This weekend, the cheerfully named events company Let’s Paint the Town Red will attempt to create a magical, twisted world based on Alice’s Wonderland, all in the distinctly commuter-ridden environs of the South Bank. As with the phenomenal Punchdrunk productions of recent years, Down the Rabbit Hole will be a multi-dimensional event, involving theatre, music, and art, and they’re even putting on live bands. Each performance lasts two hours and is sure to transport one to one’s very own unbirthday party. How civilised. To book your all-important ticket to escapism click here.
Source: Le Cool.
quarta-feira, setembro 24, 2008
Cris, eu e Barcelona
Vicky Cristina Barcelona, lá estava eu, no dia da estréia.
No dia em que Woody Allen fez a coletiva de prensa em Barcelona – acompanhado de Javier Bardem.
Um filme pouco Alleniano, quer dizer, diferente do que seria considerado aquele tradicional “filme do Woody Allen”. A começar porque ele não aparece – nem ele mesmo, nem sua voz em off, nem na pele de algum outro personagem. Bueno, talvez salpicado aqui e ali nas doses moderadas de neurose. Claro, pois um filme completamente isento de neurose e sem citar nem sequer uma vez a palavra “shrink” não seria um filme de Wody Allen e ponto. Todo mundo sabe.
O resultado surpreendeu. Fugir da fórmula Allen funcionou graças a uma obra simples, porém bem feita, uma história bem contada. Sem riscos. Perfeito para um fim de tarde de sábado. Como já era de se esperar, se cria uma imagem mitificada de Barcelona (quem dera tivéramos noites embaladas a solos de guitarra espanhola em qualquer bar). Mas essa imagem combina com a do artista Juan António, interpretado por nosso amigo Javi. Homens: vocês todos vão querer ser ele. E não é à toa. Mulheres, well... Vocês vão querer estar com ele.
Scarlett e Penélope estão ótimas. Na tela, doses cavalares de gente sexy, sem ser forçado. Tá aí uma coisa que gostei bastante. O sex appeal (talvez exacerbado algumas poucas vezes só no jeito de Javier) é todo muito natural. Flui. As mulheres parecem mulheres de verdade, e não semi-deusas intocáveis hollywoodianas.
Aliás, me identifiquei MUITO com a Cristina de Scarlet.
Apaixonada por arte, ela tem uma vontade de se expressar muy explosiva, mas não se vê talentosa o suficiente para fazê-lo. Ama música, mas não sabe tocar nenhum instrumento. Adora pintura, mas não pinta. Quiçá como alternativa ela escreve, se engaja na fotografia e se aventura pelo universo audiovisual, atuando inclusive uma vez como atriz (pois é, até isso eu já fiz). Fica saltitando de uma coisa a outra e não se decide por nenhuma de verdade. Quer fazer tudo. Tem sede de tudo.
Essa inquietude também permeia o resto da sua vida: ela só sabe o que não quer. Se está bem, estabilizada demais em algo, enjoa. Começa a se mexer, parecendo alguém que está em uma posição desconfortável.
Parêntesis para insight:
(Pelo menos venci essa minha inquietude no campo afetivo-amoroso. Tive minha fase, descrita neste blog em 2007, mas percebi que encontrei alguém que nunca vai me entediar. Agora de resto... continuo sentindo a sensação com freqüência. Sou uma pessoa que se entedia facilmente com rotinas, empregos, cidades, atividades e até pessoas. Eis minha paixão por viagens. Me acho aventureira.)
No filme, a vêem como uma neurótica auto-destrutiva que não sabe ser feliz. Hum.
I guess I’m gonna have to discuss that with my shrink.
sexta-feira, setembro 19, 2008
quinta-feira, setembro 18, 2008
I think I fell in love (again)
It was like a sparkle, all over again. First, the lions from Trafalgar Square, then those little pink flowers hanging from street poles, I was just amazed. We were taking pictures of Churchill whilst staring at the Big Ben (yes, even the big clock gave me butterflies in my stomach. Falling for such a cliché, Carolina?) when everything started.
Buckingham Palace didn’t do much for me – as it had never done – but as we had a blueberry muffin plus moccaccino in Covent Garden I couldn’t help but smile. With my mouth full. The burger we ate by the canal before an oddly empty Barfly night was so greasy I almost puked, but oh, I needed a real burger and chips. `Cause it’s chips, not fries, mate. After me, Dani and Carina yelling at each other to try to have a conversation, we decided to leave. Miss Winehouse was about to play next door, as we noticed by the amount of paparazzi waiting outside the Camden pub. I read on next day’s paper she showed up two hours later. It should’ve been the same time we arrived home, since our night bus never made the next stop. It was broken. Oh, London after midnight! Everything is such a pleasant mission, in’it?
My cheap vintage scarves bought in Portobello the morning after were a good start. The day just got better and better. A hat, a pair of earrings and many photos made the hours flash and next thing I know we are all eating Thai just around the corner. Maybe it was the shopping, maybe the red curry, perhaps the half bottle of wine. The thing is I wanted to cry with such a happy meal with my dearest friends EVER. By the way, thank you Stef, for paying the bill. The tiny bit of sunlight emerging from behind the clouds made everyone hysterical, so we walked down the street. We walked a bit more before going to the epicentre of coolness, fashion, upcoming arty scene so indie trendy nu-rave vintage area: Brick Lane. Alice, I had a PROPER Cosmo.
And if all that wasn’t enough, there she was, Tower Bridge. And raspberry and white chocolate muffin, and more Brick Lane, and more walking and home. Only to get changed and catch up with the warming up going on for hours in the lounge, with caipririnhas and all. Then it was getting the tube, getting in, getting in the mood, getting wasted, getting up, getting wild, getting tired, getting a cab, getting even more tired because the cab took ages to get there, getting home, getting a bit sick, getting a spot on the couch, getting bored, getting sleepy, getting a major hangover.
But the hangover was enjoyed with everyone that was smashed the night before, with polish home-made chicken soup and cartoons.
I had to change my flight to the next day. So, why not TATE Modern? Another cappuccino, a music book, a little run for the bus and I was apparently dead at the flight back to Barcelona. Seriously what’s with the journeys back home? I closed my eyes, took a deep breath and woke up in the Mediterranean.
And now what?
I keep hearing Caroline’s voice in my head, with her cute French accent: “You CAN’T leave, Carol. You BELONG here”. I just nodded.
the do "on my shoulders"
Tem coisas boas da Mercè, a festa oba-oba-geral de Barcelona.
Programa de sexta, por exemplo: pode começar com todo mundo fazendo um botellón no Raval e ficar ali pelo MACBA pra ver essa graça, de graça. The Do, faz parte do BAM (Barcelona Acció Musical).
terça-feira, setembro 16, 2008
terça-feira, setembro 02, 2008
Watch out, Microsoft
Se tudo o que eles estao dizendo for verdade, o Chrome promete ser revolucionário: extremamente seguro, carrega vídeos e imagens com muito mais rapidez e tem mecanismo anti-crash - que, vamos combinar, é a PIOR fraqueza do Explorer. Ufff...
O mais bacana disso tudo é que a fonte é aberta. Ou iés!
Para saber de tudo tim-tim por tim-tim, você pode ir até o Blog da Google, que criou um Comic Book expondo o bê-á-bá do Chrome de um jeito bonitinho e que qualquer dumb ass entende.
segunda-feira, setembro 01, 2008
Cinema and web 2.0
Mínimas Fronteiras

O prisma da foto compõe a obra minimalista, cenário de uma performance que ocorrerá após a conferência do Philip Glass no Fronteiras do Pensamento Copesul Braskem, dia primeiro de setembro.
Uma ação, um olhar para o minimalismo. Uma maneira de intensificar a compreensão desta edição. Na noite em que o curso de altos estudos recebe o músico, haverá uma releitura minimalista de um movimento instaurado. Uma instalação que dialoga com som e imagem. Não são respostas, mas a possibilidade de novas perguntas. Convergindo música em suporte e a atenção dos expectadores em discussão ou simplesmente proporcionando um momento artístico integrado, nesta noite haverá algo inusitado.
A ação, denominada Mínimas Fronteiras é uma iniciativa da Estúdio Nômade, agência de comunicação alternativa e interativa e mediação cultural, com projetos artísticos integrados de arte contemporânea.
Para conceber as fotografias conceituais do projeto, a mesma linha de criação da obra foi utilizada: a fusão de linguagens artísticas e a intervenção em espaços.
Além da performance, o projeto Mínimas Fronteiras entregará um livreto aos participantes do curso e o site entrará no ar a partir do dia 1º de setembro. (http://www.minimasfronteiras.com.br/)
O quê: Ação Mínimas Fronteiras
Quando: 1º de setembro.
Onde: Salão de Atos da UFRGS.
Crédito das fotos: Danilo Christidis
sexta-feira, agosto 29, 2008
quinta-feira, agosto 28, 2008
Sneak a peek on Woody Allen's diary
Sweet entertainment, good laughs.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Coisas de Brasil...
Candidatos con ficha policial
100 acusados de homicidio, algunos condenados en primera instancia se presentan a las elecciones en Río.
Clique aqui para o artigo na íntegra.
domingo, agosto 24, 2008
Papinho de elevador
Previsao de hoje: tormenta seca.
Sim, nuvens carregadas sobre a cidade, vento moderado, alguns raios e trovoes. Nao cai um pingo d'água sequer.
Nao se sente aquele cheiro de chuva. A umidade no ar nao é pegajosa. Os canteiros continuam amarelos e ásperos. E mortos.
Eu odeio chuva com todas as minhas forças, mas depois de 15 dias até deu saudade daquela tempestade tropical brasileira. Em especial aquela de verao, quando está todo mundo na praia e começa uma correria desgraçada, porque aparece uma nuvem negra do nada, bem acima dos nossos narizes.
Uma ducha de pingos grossos lava tudo durante 10 minutos e pronto. A gente vai pra rede sentir o cheiro de grama molhada. E verde, de verdade.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Todos no Gasômetro na quinta!

Curta premiado Perro en el Columpio é exibido em Porto Alegre
O curta-metragem Perro en el columpio (Cachorro no Balanço, 2008) será exibido em Porto Alegre na próxima quinta-feira, dia 28 de agosto, às 20h 30min, na sala PF Gastal (Usina do Gasômetro).
Dirigida por Eduardo Rabin, a produção hispano-brasileira foi premiada como Melhor Drama, Melhor Roteiro e Melhor Atriz na oitava edição do festival de curtas-metragens 15/15 Film Festival (www.filmfestival15.com), que aconteceu simultaneamente em cinco países do mundo, em Março deste ano.
Sediado na Austrália, o festival tem uma proposta original, desafiando os concorrentes a filmarem e editarem em 15 horas um filme de até 15 minutos. Os cineastas ainda têm mais um obstáculo: instantes antes da filmagem, a equipe recebe uma frase secreta e um objeto que devem ser usados no enredo da maneira mais criativa possível.
Um grupo de seis jovens gaúchos radicados em Barcelona concorreu com o curta Perro en el Columpio e levou três prêmios para casa. Agora, a obra ganhadora está rodando o mundo, já que estão previstas sessões em todas as 29 cidades participantes do festival. Porto Alegre, cidade natal de Eduardo Rabin, Olavo Amaral, Carolina De Marchi, Eduardo Ioschpe, Ilana Stein e Cristina Hentscke não poderia ficar de fora deste roteiro.
A projeção tem entrada gratuita e será apresentada por Eduardo Rabin e Olavo Amaral.
Perro en el columpio - Equipe:
Produção: Carolina De Marchi e Eduardo Rabin
Direção: Eduardo Rabin
Roteiro: Olavo Amaral, Eduardo Rabin, Carolina Llacher.
Fotografia: Eduardo Ioschpe
Arte e Figurino: Cristina Hentscke e Ilana Stein
Som: Daniel Bayón
Elenco: Carolina Llacher
Uma produção de: Andarela Produções
Mais informações: Carolina De Marchi (carol2411@gmail.com), Olavo Amaral (olavoamaral@yahoo.com.br) e Eduardo Rabin (egrabin@gmail.com).
terça-feira, agosto 19, 2008
Cajun Dance Party

Graças à Mari fui apresentada a essa banda.
Something special about them... um quê de melancolia, da boa, especialmente em The Hill The View The Light.
Vai lá:
http://www.myspace.com/cajundanceparty
http://www.cajundanceparty.com
sábado, agosto 16, 2008
quarta-feira, agosto 13, 2008
quinta-feira, agosto 07, 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
Mamma Mia!
Post no blog de cine digital do El País sobre o filme Mamma Mia!
Ainda nao vi, mas duvido que seja tao bom quanto o musical...
terça-feira, agosto 05, 2008
Barbada
[Como eu queria que fosse fácil assim fazer cinema: Penélope Cruz te liga pra ter um papel, alguém te oferece uma locaçao incluindo financiamento e, de quebra, ganhas Javi Bardem.]
Ele também elogiou a equipe técnica espanhola (em especial o diretor de fotografia), mas criticou o fato de ninguém falar inglês. Pois é, é o que eu digo.
Aqui, a entrevista na íntegra.
Coisa mais gostosinha
Pra ouvir no trabalho, no metrô, na estrada.
Atençao: grandes doses de pós-punk, muita bossa nova, cantoras fabulosas, pitadas de vanguarda, toques new wave. Charme exorbitante francesote.
Viva o retrô!
Tó:
Myspace
Agosto (Mediterrâneo)
E eu assim melancólica me deixo afundar na cidade fantasma, curtindo flashbacks das epifanias da semana passada.
quarta-feira, julho 23, 2008
Pela democratizaçao do conhecimento
É IMPORTANTE. Especialmente pra nós, internautas, bloggers e demais formadores de opiniao.
Quase 90 mil pessoas já assinaram. Pra fazer barulho suficiente o ideal seria chegar a 1 milhao - o que nao deve ser difícil se todo mundo se mobilizar.
Cine Brasileño en España
A repercussao, em geral, é extremamente boa. Os caras do BLOG DE CINE (para mim a melhor maneira de se manter informada sobre cinema) babaram.
Segue o post:
'Tropa de Élite', la vida es dura en Brasil
Posted: 21 Jul 2008 12:26 PM CDT
En el año 2002, todos nos quedamos con la boca abierta al ver una película tan espléndida como dura a conciencia. Se trataba de ‘Ciudad de Dios’, un film de Fernando Meireles que por méritos propios puede considerarse uno de los más influyentes de lo que llevamos de siglo. Ahora, con cierto retraso nos llega ‘Tropa de Élite’, una película archicomparada con la anterior, que pone nuevamente en tela de juicio el sistema social de un país en desarrollo como Brasil.
No nos vamos a engañar. ‘Tropa de Élite’ es una película profundamente pesimista, cuyo contenido no es precisamente para verlo con tranquilidad y sin implicar la conciencia individual de uno. La historia es una denuncia social ejemplificadora, que no deja atisbo de esperanza y que desvela sin tapujos la crueldad humana en una sociedad degenerada. Lo peor, claro, es que todo se expresa de un modo realista. Tanto, que a veces parece uno estar viendo un documental en lugar de una película de ficción. Vamos, que creerse lo narrado en ‘Tropa de Élite’ es lo más normal del mundo. La verosimilitud de la propuesta es una prioridad, y eso va en favor de una película que sin embargo se permite ciertas irregularidades.
Para empezar, la trama cambia varias veces de género, dividiéndose espontáneamente en varios actos, que no obstante, todos se ponen de acuerdo en reflejar los poco ortodoxos métodos de esta tropa de élite, el BOPE, una institución mitad militar mitad policiaca, que está a todas luces por encima de la ley y que no tiene reparo en imponer una especie de ley marcial en las favelas de Río de Janeiro donde transcurre la película y la droga se mueve de mano en mano con una naturalidad pasmosa. Ellos son la ley, a base de decisiones que tienen que tomar en cuestión de segundos, incluida la tortura más cruel, despiadada y sádica, y como bien dice el protagonista y narrador de la película a un colaborador de los traficantes, su función es muy sencilla: “nosotros deshacemos la mierda que tú haces”. En este Brasil corrupto, casi distópico, y decadente, nadie se salva de la quema. Los universitarios cuentan con traficantes entre sus amigos, las ONGs también se dejan salpicar y se lava las manos, y los policías, si nadie les mira, también sacan tajada del asunto. Para colmo el nerviosismo se multiplica con la inminente llegada de Juan Pablo II, al que deben proteger (estamos en 1997, y por supuesto con Ali Agça en mente).
En medio de todo esto, la historia se particulariza en el capitán Nascimento (Wagner Moura), que busca un sustituto digno ya que va a ser padre y por el bien de su hijo, siente que debe salir del cuerpo. Pero claro, en pleno torbellino en el que un peligroso criminal llamado Baiano domina medio distrito, no estará satisfecho hasta que lo capture. Neto (Caio Junqueira) y André Matías (André Ramiro) son dos aspirantes que son amigos de la infancia. Mientras que Neto se entrega en cuerpo y alma a su objetivo de ingresar en la tropa, André prefiere compaginar su preparación con sus estudios, se echa una novia tan guapa como idealista llamada María (Fernanda Machado) y ve cómo los policías son denostados por la sociedad, tachados de corruptos y sanguinarios.
Los defectos de ‘Tropa de Élite’, que no me van a ocupar más de un párrafo porque estamos hablando de un peliculón, tienen todos que ver con lo mismo: la película intenta exponer tantas realidades a modo de denuncia, dilapida tantos estátus sociales, que se queda a medias en muchas ocasiones, y por tanto, algunos personajes quedan lamentablemente en segundo plano, siendo suficientemente dibujados los de Nascimento y André Matías, pero ninguno más. Por ejemplo, los veinte minutos del entrenamiento-criba de los aspirantes, magníficos (al nivel de la primera mitad de ‘La Chaqueta Metálica’, y no exagero), se quedan cortos, cuando la vida universitaria de André estanca un poco el ritmo y le sobran minutos. Asimismo, la cámara en perpetuo movimiento que propone José Padilha (adornada además con ciertos caprichitos estéticos) es efectiva, pero llega a cansar. Por último, la voz en off de Nascimento es completamente innecesaria, y redunda en lo que ya vemos nosotros, gracias.
La interpretación de Wagner Moura como el inflexible y brillante capitán Nascimento es para ponerse a aplaudir. Qué de matices pone este hombre en su rostro, oiga. Y con qué facilidad. Nascimento debe instruir a los aspirantes, debe liderar los comandos, debe ejecutar, tomar decisiones difíciles y capturar al enemigo. Pero es humano. No es como el sargento Hartman de ‘La Chaqueta Metálica’, o el sargento Highway de ‘El Sargento de Hierro’. Nascimento es un hombre real, de carne y hueso, que es consciente de su destino, de su rol de ejecutor y defensor de su propia ley, que ríe y llora, que se cansa y que se recrea en sufrir por las desigualdades del mundo. Todo esto gracias a varias escenitas que muestran su vida privada con su mujer. Nascimento es Brasil, y Brasil es sólo un país de la porquería de mundo en el que vivimos. Memorable. Por cierto que la banda sonora, que combina partituras de Pedro Bromfman (en un estilo parecido al de Gustavo Santaolalla) con canciones conocidas, como ‘Shiny Happy People’ de REM.
‘Tropa de Élite’ es una de las películas del año, y una auténtica revelación. A todo aquel que quedó absorto con la excelente ‘Ciudad de Dios’, tiene aquí una secuela inconsciente e improvisada, una obra de arte de 114 minutos que sin embargo corren con una solvente celeridad. El Oso de Oro en Berlín no es suficiente aval para este film lleno de contenido, brillantemente realizado y decentísimo en todos los aspectos. Con tanta película vacía deambulando por las carteleras, tiene que ser de Brasil de donde venga un film imperdible, al que el tiempo le hará justicia.
terça-feira, julho 22, 2008
The cappuccino trick
- Capu qué?
Descobri como peço meu café preferido nessa cidade que se diz cosmopolita:
- Un cortado con mucha espuma, por favor.
Voilà!
quarta-feira, julho 16, 2008
Assassinato
Um crime passional com muita raiva e náusea.
Isso me inspirou e agora nao tem mais volta.
Saudade de escrever (de verdade)
Tomar um fôlego na superfície e mergulhar bem fundo até quase nao conseguir voltar à tona. Ando boiando muito.
Quero a escuridao, o silêncio quebrado só pelo som da minha respiraçao e dos meus pensamentos. Barulhentos, inquietos, eles se debatem enquanto eu estou imóvel, quase morta.
sexta-feira, julho 11, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
O melhor concerto dos últimos tempos:
21 de Junho de 2008.
UAU.
sexta-feira, junho 20, 2008
Woody in Barça

Todo mundo sabe que Woody Allen esteve filmando aqui em Barcelona no ano passado. Causou o maior alvoroço, inclusive dos catalaes cara-de-pau protestando contra "a indústria cinematográfica gringa que incomoda (??) ou invade (??) ou explora (?????) pequena cidade provinciana de Barcelona" ou algo do gênero. Vai entender essas cabeças de girico.
Anyway, aqui está o cartaz de Vicky Cristina Barcelona e mais informaçoes sobre o que esperar, inclusive o trailer. No elenco, os queridinhos espanhóis Javier Bardem e Penélope Cruz, além da mais nova musa de Allen, Scarlett Johanson. Bon profit.
quarta-feira, junho 18, 2008
terça-feira, junho 17, 2008
Ah, eles... os chefes!
Homens sao MUITO desorganizados.
Desorganizados em se expressar, quer dizer: por que é tao difícil falar exatamente o que se quer? Com clareza? Objetividade? Direto ao ponto? Eu questiono muito, sabe. Sou chata. Mas é que sou curiosa, prática e exigente. Nao vou avaliar se isso é bom ou ruim. Só acho que essas três palavras definem minha postura no trabalho, nomalmente. Ou pelo menos diante do meu chefe...
Acho que tive relaçoes muito melhores com minhas chefes mulheres. Aliás, sempre gostei em geral delas. Será pura sorte? Coincidência?
Sei que chefe é sempre chefe, dificilmente será teu amigo do peito. Para mim a questao principal é o perfil de liderança, aquela liderança que tu olha pro cara e bah, tu respeita. Tu entende o que ele quer. A pessoa sabe direcionar, falar em metas, em meios, alternativas destes meios, sem que te tire certa autonomia.
Meus chefes se confundem com datas, nao guardam nomes, começam de um jeito e terminam de outro, se perdem em explicaçoes...
... só os meus?
Dodói
Cheguei a ir pro hospital, levei um susto. Nao era nada sério.
A única coisa bacana de tudo isso foi que vários amigos me ligaram, mandaram mensagens, se fizeram presentes, só pra me desejar melhoras e dizer que eu podia contar com eles.
Isso sim é família de Barcelona!
EU FUi!
Radiohead at The Daydream Festival
via Cool Hunting de Leonora Oppenheim em 13/06/08
The pressure was on last night in Barcelona as one of the world's biggest bands took to the stage for their only gig in Spain on their European summer tour. Radiohead and festival organizers Sinnamon Productions had to deliver something extra special to a crowd that had traveled from far and wide to hear them perform tracks from In Rainbows. And deliver they did, not only aurally, which can almost be guaranteed from this group, but also visually with innovative lighting design set that lit up the stage spectacularly. The combined walls of sound and color wowed the crowd in equal measure.
Hanging strips of lights (which were drawn across the stage like a curtain at the beginning of the set) and the banks of seven cell lighting modules, worked in unison to create a dazzling show of pattern and color to chameleon-like effect.
Na íntegra: CoolHunting
sexta-feira, junho 13, 2008
Tarefa do dia
2. Escrever http://www.camille-music.com/hole.php lá em cima no navegador.
3. Ir direto em Videos. Documentaries. Camille Music Hole. Assiste todo o vídeo.
I'm Back!
Nao postei nada porque simplesmente nao tinha saco. Tudo parecia tao meu, tao desinteressante para quem nao está ao meu redor.
É a síndrome do expatriado: a gente vai se ilhando, se roeando de uma água estrangeira que faz da distancia de casa um abismo ainda maior. E o pior é que acostuma.
Pois foda-se isso. Volto a escrever coisas aleatórias, postar fotos e vídeos mais aleatórios ainda. Uns links de cool hunting aqui e ali, curiosidades, comentarios sobre cotidiano, perguntas pseudo-existenciais, dicas musicais despretenciosas, essas coisas. Entao tá.
terça-feira, janeiro 08, 2008
sexta-feira, novembro 09, 2007
The folotog celebrity

Essa vida é mesmo engraçada.
Estava eu navegando entre as 6 redes web 2.0 das quais participo (antes eu tinha quase vergonha de dizer isso, mas agora tenho um orgulho bobinho, actually, das minhas páginas no Fotolog, Flick.r, Orkut, Facebook, YouTube, e Blogger) quando me deparo com o fotolog de uma menina e certas notícias sobre ela.
Trata-se de uma espanhola de A Coruña que mora em Londres. A chica é estudante de moda (e também sobrinha do Adolfo Dominguez, famoso designer) e tornou-se uma espécie de Internet celebrity. Publicada em sites, blogs e revistas. Pois é, seu fotolog recebe nao-sei-quantas-mil visitas diárias. Ela se veste ousadamente, à la Carry Bradshaw (do Sex & The City). Es decir: a veces dices "¡Que linda!", pero otras te pones como: "¿Qué?".
Assim, sendo, pode-se concluir que a menina tem um puta estilo próprio que se admira tanto quanto se abomina. Mas isso eu deixo a seu cargo para julgar.
O que é hilário, é que eu acesso o fotolog dessa mina simplesmente porque eu conheci ela, do nada, casualmente. Ela já foi lá em casa em Londres várias vezes. Ela amiga de um grande amigo.
Pequeninha, bonita, meio histérica, mas de certa maneira legal. Namora um dos DJs da Ministry of Sound, así que ya he salido de fiesta con ella y todo. De graça, naturalmente. Também teve um dia que bebeu todas, gritou e colocou a casa de cabeça para baixo, depois saiu, deixando os desastres para trás.
E agora, vejam só! É uma celebridade. Uma celebridade de internet que posta fotos dela, seu look e sua vida londrina trés cool.
Me pergunto o quao fácil é ser uma celibridade hoje. Nem precisa mais ser celebridade na vida real, pois temos a vida paralela da web. Nao qualquer web, a web que a gente faz, a web 2.0. Bom, há muito tempo que nao é necessário ser atriz ou ter qualquer profissao específica para estar na vitrine. Ei, agora nao é necessário estar no Big Brother, nem sair na Playboy, nem dar pra famosos, meninas!
Menos mal, nao?
Pois que fique claro que os fotologs e blogs e etcterogs nao sao só vitrine de fama vazia. Também sao referência de moda, estilo, sem falar de textos ótimos e, o mais importante: projetos. Sejam eles profissionais ou hobbies, fúteis ou densos, temporários ou long-lasting, estao por aí, à disposiçao de todo o mundo para serem vistos. Eis a beleza da cousa.
A propósito, aproveite e dê uma olhadinha sem preconceito.
segunda-feira, novembro 05, 2007
terça-feira, outubro 23, 2007
Brinquedo
2. Abra-o na página 161;
3. Procurar a 5ª frase, completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.
"Durante muchas horas, al margen de los sobresaltos de una guerra sin futuro, resolvió en versos rimados sus experiencias a la orilla de la muerte."
quinta-feira, outubro 04, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
time goes by II
quinta-feira, setembro 27, 2007
"Frente y Verso"
Expo de fotos de Edu Rabin.
7º Festival Brasil NoAr
Mau Mau Underground, Barcelona. Hasta el 29/09.
Yo, orgullosa :)
terça-feira, setembro 18, 2007
BAM! Barcelona Acció Musical
Olha só que legal. O BAM está na sua 15ª ediçao e traz na programaçao grupos emergentes e/ou vanguardistas e/ou independentes de várias partes do mundo. A idéia é promover cerca de 90 concertos em diversos locais de Barcelona, DE GRAÇA.
Sí.
FREE.
Na lista, tem desde grupos mais conhecidinhos como o britpop Travis (aqueles 4 escoceses que estouraram com "Sing" seguem independentes e vao tocar na esquina da minha casa) e os franceses do Nouvelle Vague (que prometem se apresentar em um "formato novo" no CCCB e sao precedidos por um documentario massa), até gente completamente desconhecida ao menos fora de Barcelona, como é o caso do 08001, uma plaforma de músicos que vao chegando ao bairro Raval e fazem uma fusao de tudo que encontrarem pela frente. A ver.
Tem também os carinhas do Mendetz, uma banda de catalaes que canta em inglês ao som de um antigo teclado Casio e faz uma espécie de eletro-rock-dançante-meio-oitentista que eles gostam de chamar de Casio-Punk (?). Nao sao maus, nao.
Tem o indie pop-rock galiciano Deluxe, os barceloneses (pseudo) psicodélicos do Sidonie, o ska-rock do Hard-Fi de Londres e até os art-roqueiros da AlemanhaThe Robocop Kraus em plena Plaza Real - sem falar em rumba, flamenco, worldmusic...
A cidade vai tremer.
sexta-feira, setembro 14, 2007
Pangea Day Needs Your Videos
Hey, filmakers, journalists, producers, check iy out:
Ei, cineastas, jornalistas, produtores, olhem isso:
sexta-feira, setembro 07, 2007
Indignaçao ciclística
Vale. Talvez eu esteja mesmo mal acostumada com a cultura bicicleta-tem-sempre-a-preferência-no-matter-what de Amsterdã. Sim, isso é bem provável, eu admito. Lá é uma maravilha. Bicicleta vem antes de qualquer coisa. Todo mundo, com exceção dos turistas, deixa o cara da bici passar. O que, na minha opinião, além de ser absolutamente positivo para quem pedala, tem sim a sua lógica. Afinal, o ciclista está normalmente a uma velocidade consideravelmente rápida (quer dizer, geralmente BEM mais rápida que a de um pedestre), num veículo de risco, sem proteção nenhuma, com freios relativamente precários. É justo que os motoristas com seus mega-carros, monstros motorizados, tenham em conta as bicicletas enquanto meio de transporte desfavorecido e as respeitem, assim como respeitam os pedestres (well, pelo menos na Europa...). Por outro lado, a pedestre Dona Conceição com seu carrinho de compras do mercado, que anda devagar quase parando, tem que se TOCAR que, ao atravessar a via e o sinal está FECHADO para pedestres e não vem nenhum carro, ela não pode atravessar sem antes checar se tem uma bici cruzando o seu caminho a milhão. Porque é foda parar, minha senhora. É foda parar assim de repente se o sinal está aberto pra gente, sabe? Ou o Seu Antônio do armazém da esquina não pode fazer o seu descarregamento EM CIMA do espaço do pedalante. Ou ainda, realmente não é legal que a Maricota e a Aninha fiquem zanzando bem no lugar onde tem uma bicicleta e uma flecha pintados no chão.
Nas ruas onde não tem ciclovia, geralmente se anda nos corredores de táxi e ônibus, como em Londres. Em Barcelona, tem que cuidar pra não ser fechado por um minhocão de repente ou levar um buzinaço no rabo.
Parece só reclamação depois de um dia ruim, mas não é. Em Londres, por exemplo, havia muitas razoes que explicavam o fato de as pessoas não respeitarem muito a bike: trata-se de uma metrópole com pouquíssimas ciclovias, alguns ciclistas e ponto. Igualmente será quase impossível pedalar em Porto Alegre. Ok, a gente entende. São cidades que não foram feitas pra isso. Só que em Barcelona tem até bicicleta pública – são pontos de bicicleta de onde você “pega emprestado” o pequeno veículo de duas rodas, o utiliza até outro ponto e o devolve – além de várias ciclovias, pouco relevo, muitos seres pedalantes, então, porque essa cegueira de tanta gente? Somado a isso, ainda temos o mal-humor e a falta de educação absurda dos catalães. Pra piorar.
É. Bueno, ainda assim, sou fiel à minha ceci e não troco ela por nada. Não tem nada melhor do que pedalar nessa cidade.





