Em tempos em que Mallu Magalhaes está na moda e todo mundo fala de folk, os presento la chica dulce y delicada cuya boca con pinta-labios rojo canta cositas monas como Take Me Home o They Don't Believe. Tras darse a conocer en el MySpace, Russian Red sacó su primer disco Cigarrettes en 2008.
Desde entonces se ha convertido en una espécie de fenómeno "folk popero de raízes españolas", según ella misma describe a si misma. La madrileña (que en realidad se llama Lourdez Hernández) ya es un éxito en España y hasta en Alemania. Tiene conciertos en Holanda y Bélgica también. Llegará a Inglaterra o Estados Unidos?
A algunos brasileños puede llegar a través de este blog.
Eu fui porque estava com puta saudade de gente como a gente, de atrizes, loucos, gênios, artistas, arteiras, safados, tarados, pirados, poxa.
Também fui porque quis ver a neve, os fluxos contrários, a inversao das ruas, a educaçao das gentes. Fui para respirar.
Fui porque ia ser tao sem-graça envelhecer ao lado do mar porém longe dos amores, no conforto do lar mas tao desconectada de um abraço.
Lá estive com Warhol e seus amigos, seus filmes, séries, fotos, revistas, anotaçoes e maluquices. Estive Levitante. Só e bem acompanhada de pints. Também conversei com minha câmera, consegui recuperar nossa relaçao. Ri com outra atriz, uma doida, outra doida, uma irma, alguns amigos mais e muito quentao na mao. No fuzuê dos mercados eu comi lemon pie e sushi. Em casa a gente fez estrogonofe e bagunça, viu filme ruim, curtimos preguiça. Eu dormi. Nao passei frio, falei sozinha, me arrepiei. Me deparei com o inesperado, ruborizei, sorri escancarado e até deu tempo de chorar.
Descobri o de dentro, agarrei o de fora, reguei umas plantas, joguei pra cima o resto. E o que resta é melancolia - além do que se vê.
Simplesmente o máximo. Se formou em belas artes, criou e dirigiu vídeos, se tornou ilustradora em 2001 e depois disso, a coisa só fluiu.
Izzie Klingels também dirige seus curtas de animaçao, faz campanhas publicitárias e ilustraçoes em editoriais.
Adorei o jeito que mistura folk, psicodelia, fadas e surrealismo. O resultado sao obras delicadas ao mesmo tempo fortes, exuberantes e sexys.
Mais em seu website.
Foi quando eu estava com saudade do Arcade Fire que acabei conhecendo The Decemberists e gamei. Foi paixonite à primeira vista. Ainda nao chega a ser amor, sabe, a gente está se conhecendo. Mas cada vez mais gosto deles. Pensei que já era hora de apresentá-los aos meus amigos.
Ah, e por falar em arte, eis aqui o que CERTAMENTE vale a ena conferir nos próximos dias. Organizado pelo Centro de Fotografia Documental de Barcelona, a segunda ediçao do Trafic traz expos, mesas redondas, apresentaçoes e intervençoes urbanas pelas calles da cidade.
Esse fim de semana rola o Inside 22@, uma mostra de arte contemporânea no distrito Poblenou, que seria o bairro ex-industrial onde se está investindo em novas tecnologias, estúdios de cine, empresas inovadoras e parques modernos horrorosos. É a Barcelona pós-olimpíadas, onde derramaram rios de dinheiro pra construir, construir, construir. Aquela arquitetura onde tudo é prata, espelhado, grande e cheio de ângulos esquisitos. Nao chega a ser comparável a um TriBeCa (NY) ou a Shoreditch (Ldn) em termos culturais, mas poderíamos dizer que é o pseudo-equivalente barcelonês destas zonas. Exceto que nao é considerado tao cool. Uns dirao: "nao ainda!", mas eu estou convencida de que a coisa já estacionou e nao há jeito de transformar a área em referência de criaçao artística. A movida está mais pelo centro mesmo, diria que ainda mais pelo Raval, o bairro dos imigrantes árabes/asiáticos, onde se encontra CCCB, MACBA, brechós, mil bares, um par de unversidades.
Hoje ouvi uma estória de uma menina que ligou para seu amigo às 3 da manha para perguntar que ônibus noturno ela pegava pra chegar em casa. Era quinta-feira. Ela acordou duas vezes o pessoal do apartamento quando foi vomitar durante a madrugada, depois de chegar em casa. De manha, se podia ler em post-its grudados no espelho do banheiro: "Os perdéis la mejor fiesta!! MDMA!!!!".
No fim de semana passado ela tinha saído de festa no sábado e voltou de manha. No dia seguinte, quando ninguém podia sentir o cheiro de álcohol, ela começou a beber às 2h da manha, com um amigo. Pararam às 7h, depois de detonar 1 litro de cerveja e quase uma garrafa inteira de rum. Era hora de J. ir trabalhar.
Eu fico pasma com essas pessoas. Pra mim, elas sao de outro planeta. Talvez de Saturno. Eu nao sou nada "careta", bebo sim, até bastante e, eventualmente, consumo drogas (ops, did I say it out loud?), mas nunca conseguiria levar esse ritmo de vida on a regular basis. A única explicaçao que encontro é que estes seres paranormais nao se importam com seus trabalhos. Nem com a ressaca (putz, eu abomino a ressaca mais que qualquer coisa, fico imprestável e mal-humorada, corro risco de morder as pessoas à minha volta e soltar gemidos de dor). Eles nao se importam com o corpo? Digo, com o fígado? O estômago? Nem com os outros que acordam ao som de vômito? Nao estao nem aí que nao vao conseguir fazer nada no dia seguinte, que vao fazer as coisas mal, que vao passar o dia enjoados?
Ou eles simplesmente nao sao tao neuróticos como eu.
Amo uma festa até de manha, já perdi a conta de quantas vezes me estraguei, mas sempre pago um preço caro. Além de sentir certa culpa moral. É, eu sei, nisso eu sou bem careta mesmo. Mas imagina só, com a vida que ando levando, nunca poderia ligar o foda-se.
Só pra se ter uma noçao, só ontem eu: trabalhei no escritório da revista até às 14h, pedalei até minha casa, comi, chequei meus e-mails, depilei minhas pernas (com cera quente!), lavei roupa, passei vassoura no chao pois estava sujo desde a reforma do banheiro, li e pesquisei sobre festivais brasileiros de cine para fazer o projeto do FLO 2009. Daí eu desci, busquei uma carta no correio, comprei um cabo de vassoura e um escorredor no chino, mais frutas, e subi. Marquei uma reuniao, cancelei a reuniao, respondi e-mails da produçao do curta-metragem, revisei um texto pra revista do Brasil, trabalhei nas perguntas para a entrevista ao CSS da revista daqui, jantei, pesquisei mais sobre o CSS, falei com meu namorado no telefone, li sobre moda e escrevi no meu blog. Nao deu tempo de ler meu livro, pois já estava capotada às 00:45.
É insano.
E nem foi dia de academia. Nessas horas até acho bom que meu namorado nao mora em Barcelona.
Ao mesmo tempo, é essa rotina (nada rotineira) que faz com que eu me sinta viva. Sounds brega, tá bom. A inércia é minha amiga, que posso fazer. Muito tempo parada me dá comichao, dor de barriga, nó na garganta. Pelo menos aos poucos eu vou sabendo lidar melhor com esse caos frenético que invento pra mim mesma. A doses cada vez menores de neurose.
* Post inspirado pela forasteira, que parece que tira as palavras da minha boca.
Em junho, entrevistei uma das cantoras mais fascinantes que já vi em um palco. A diva francesinha pós-moderna nao tem nada de nostalgia à la chanson. Pelo contrário: é divertida e descontraída, fala alto, fala inglês (quase) sem sotaque, é inteligente e sarcástica. Uma mulher excêntrica.
Conversar com ela é mergulhar no buraco do coelho. Do outro lado a gente passeia pelo seu país das maravilhas e nao dá mais vontade de sair. Mais que artista louca, ela é arteira. Está mais para chapeleiro maluco que Alice. E dá-lhe risadas, intercaladas de momentos tao densos que dá vontade de tocar pra sentir a textura das idéias. Me senti magnetizada por essa Camille e seu Music Hole.
Nao sei bem qual febre veio primeiro, mas podemos dizer que MySpace, Flickr, Youtube, Fotolog e FaceBook foram os precursores da revoluçao rede social/web 2.0/voyerismo virtual.
Pois é, ando muito mais metida em moda ultimamente. Sempre gostei, mas agora mais. Sao os ossos do ofício - e pessoas que me rodeiam...
Regarde essa coisa linda: sapatos de tira tripla Chloé. Quer mais? Pula lá no blog dessa parisiense que se auto-entitula Cherry Blossom Girl. Infestada por influências de Air, Marie Antoinette, o que seja borroco entre outras, Alix já deu o que falar entre estilistas peso-pesado como Alexander McQeen. Pasmem: ela arrecém saiu do curso de moda. Claro, ela tem sua prórpia coleçao. Mas o mais legal é que ela mescla muito mais Top Shop, H&M e Zara com vintage do que desfila super designers. Para se inspirar.
Cansada de muitas tragédias e nada de tangos, muita mala leche e pouco creme chantilly, a moça da cidade condal desistiu.
Viajou quilômetros em roteiros de cinema, pendurou metros de roupa no varal, varou noites em espaços virtuais, espirrou horas a fio com a poeria da casa, bebeu goles minuciosos de vinho branco seco, e, sozinha, se guardou triste na gaveta.
Até que vieram as novidades frescas e jovens dos países baixos, que, por ironia do destino, ficam no norte do continente. Entao ela se nutriu de sangria doce, engoliu pipocas frias deliciosas, ficou rouca de contar histórias, deixou a toalha encharcar no varal, tirou aquele fio da tomada e, de maos dadas com as duas, foi saltitar na calçada.
E essa é uma matéria inédita! Oba! Pois é, hoje é o dia dos posts longos...
Um homem magro de barba entra no palco. Ele tem maquiagem exagerada no rosto, usa o que parece ser uma fantasia de odalisca e dança de um jeito estranho. Ele também canta de um jeito estranho. Não, não é Nei Matogrosso. Ele é Devendra Banhart. Em algum outro palco do mundo se apresenta uma menina loira, de pele ávida, voz delicada, finíssima. Ela toca uma harpa. O que Joana Newsom e Devendra Banhart têm em comum? Ambos têm sido classificados como parte do movimento New Weird America. O folk e o rock psicodélico são a base às vezes invisível. Alguma coisa de free jazz, noise, eletrônica, enfim, alguma coisa esquisita é salpicada por cima dessa música. Salpicar não é regra: se pode misturar, bater, entrelaçar, alternar. Também vale jogar com letras em um idioma desconhecido ao ouvido das massas, ou mais de um idioma. O New Weird America é um gênero sem receita pronta. O termo foi criado pelo jornalista David Keenan numa matéria de capa publicada na edição de julho de 2003 da vanguardista revista inglesa Wire. Keenan fazia referência ao Old New America, derivado do título do livro de Greil Marcus que descrevia as possíveis conexões entre a coletânea Anthology of American Folk Music (clássicos do folk entre 1927 e 1932) e a música de Bob Dylan e sua turma. O texto da Wire foi escrito logo depois do Brattleboro Free Folk Festival (Vermont, EUA) e destacava o grupo Sunburned Hand of the Man como um dos protagonistas do evento. Apesar de ter sido criado há quase cinco anos, somente nos últimos meses o rótulo New Weird América tem sido mais usado. Não é à toa: artistas como Animal Collective, Iron & Wine e Coco Rosie têm estado sob os holofotes da mídia (a especializada, claro) graças a lançamentos, shows performáticos, projetos polêmicos e alguns shows estratégicos pela Europa e Estados Unidos. Mais do que um simples rótulo, o New Weird pode ser considerado um movimento. Ainda que não seja unificado, é evidente que existe a tendência entre muitos músicos de apostar nessa espécie de revival sessentista/setentista que resgata não só o folk em sua versão mais acid, mas também a psicodelia e o free jazz, pegadas fundas de uma época. Geralmente estes artistas formam mais de um grupo, criam coletivos pelos quais se movem de maneira fluída – uma alegoria do próprio estilo de música que tocam. Como já se pode imaginar, os discos são feitos de maneira completamente independente. Às vezes, só em CD-Rs caseiros e em edições limitadas em vinil, como foi o caso de 500mg, Six Organs of Admittance e Jack Rose poucos anos atrás. Hoje em dia, a maioria conta com sua distribuidora indie além de sua indefectível página no MySpace. Mesmo assim, nada de difusão massiva. Típico de movimentos vanguardistas, cada artista tem sua maneira peculiar e doida de criar e interpretar suas obras. Talvez por isso seja tão difícil encontrar o fio condutor do New Weird América. É muito fácil se perder nas sonoridades bizarras da voz e da harpa de Joana Newsom, ou nas esquisitices que permeiam as letras e performances de Devendra Banhart, por exemplo. Pois não é que ele mesmo, Devendra Banhart, fez a seleção de faixas que compuseram The Golden Apples of the Sun, um disco de edição limitada produzida especialmente para a revista de arte Arthur Magazine que reúne 20 músicos contemporâneos. Eis a coletânea definitiva do New Weird América: 1. Vetiver (with Hope Sandoval) – "Angel's Share" 2. Joanna Newsom – "Bridges And Balloons" 3. Six Organs of Admittance – "Hazy SF" 4. Viking Moses! – "Crosses" 5. Josephine Foster – "Little Life" 6. Espers – "Byss & Abyss" 7. Vashti Bunyan & Devendra Banhart – "Rejoicing In The Hands" 8. Jana Hunter – "Farm, CA" 9. Currituck Co – "The Tropics Of Cancer" 10. White Magic – "Don't Need" 11. Iron & Wine – "Fever Dream" 12. Diane Cluck – "Heat From Every Corner" 13. Matt Valentine – "Mountains of Yaffa" 14. Entrance – "You Must Turn" 15. Jack Rose – "White Mule" 16. Little Wings – "Look At What The Light Did Now" 17. Scout Niblett – "Wet Road" 18. Troll – "Mexicana" 19. CocoRosie – "Good Friday" 20. Antony – "The Lake"
This was published in the August edition of Noize Magazine. Here, the "writer's cut" or unedited version, in english.
And yes, theremust be a lot of mistyped stuff...
Me: Let’s start from the beginning: tell me your names and how the band started.
Aleks: We formed the band in the second year of Uni. All began when Ellen, Neil and Ollie started practicing together, playing around and then gradually others joined one by one. First Tom, then Gareth, then Harriet then I joined finally. It was just something that just happened. Nobody had plans on having a career. We would just get together once a week, played songs, worked towards playing one gig.
Me: What were you studying in Cardiff?
E: I studied journalism, media studies. Harriet, tom and neil did english together.
Me: It must be hard to be a university student and a rock star at the same time. How did the band affected your studies?
A: I think in the second year it wasn’t that intense, coz it wasn’t intense with the uni and it wasn’t intense with the band. We had a couple of gigs here and there so it didn’t really interfere with university work. Then that was the third year, when it got a lot more serious. We all didn’t wanna compromise finishing our degrees in order to have to be on the road all the time. We took a quite long break, actually, about 3 months.
E: yeah, we really couldn’t do anything, cause we were really serious students. (laughs) There was no way we could do both: touring and taking exams.
A: knowing that we were doing gigs in the States, that we wre touring in the summer, that motivated me a lot to do the work I needed.
Me: Why Los Campesinos? How did you come up with this name?
Ellen: Because Neil did Spanish and we were thinking about the name of the band and it just came up. At the time I thought it was rubbish, but I got used to it… there’s no meaning behind it, it’s just because it sounds nice. Then the exclamation mark came in later.
Me: Can you talk about your album “Hold on now, youngster…”?
A: We recorded the album about a year ago now. After a couple of months focusing on uni work we had the chance to go to Canada and work with the producer we had worked before and we wanted hi to produce the album because we felt really comfortable working with him and he had great new ideas. Because it was our first experience in a studio we needed someone who wouldn’t intimidate us, who would be in a friendly basis with and David Newfeld was that person for us. We spent 5 weeks in the studio, working.
E: It was surreal.
A: Yeah, strange, but certainly an experience.
E: I’m really proud of the outcome of it. We like it.
Me: Is it hard to make decision in such a large group of people? Do you have problems with decision making because you are such a big group?
A: It really depends. There are certain things some people have really strong opinions about, but I like to think even though there those different opinions sometimes everyone feels comfortable to say something to someone at least. Especially musically. This is our fisrt album. I don’t think any of us is professional and expert enough to KNOW something is not gonna work. So generally if anyone comes up with a suggestion we would try out and see how it sounds. And if it sounds rubbish, it’s ok to say so.
E: it’s really hard when you are 7 people. It’s good because you get diverse opinion and it’s bad because you get diverse of opinion. Some people are more opinionated, some people are more opinionated, so we try to understand that and appreciate it. It’s just more interesting having more of a group dynamics, specially when spending more time together.
Me: Who writes the lyrics, usually?
E: Gareth. And tom records the demos on the computer and send them to us and then we all have a listen and change things, keep things, leave things and structures. It’s all an organic process.
Me: What do you think about being labelled as TWEE band?
E: I think it’s stupid.
A: I can see maybe why people would initially label us as that without knowing anything about us and our music, or maybe the essential ingredients could potentially be there, but I think it’s a bit just one dimensional to just look at us and tsay something like that. Maybe from live performances and stuff like that . Actually I find difficult to put certain music groups a certain label, cause everyone wants to think description in music journalism like what do they sound like, what labels do they fall under. I guess It’s easy to just group us into something, but at the same time it’s not that one dimension.
E: If you saw a photo of us you could say we are twee, but I don’t think our album is twee, I don’t think live we are twee at all. And when someone says it, it’s like a spiral – everyone starts calling us twee.
Me: I’ve seen that in a couple of concerts, some fans invaded the stage. Does it happen a lot? How do you see it?
A: It depends. Sometimes it’s really exiting, because they are people enthusiastic about your music, but there are different types of stage invaders. We have the one that just wanna have a good time and wanna be a part of the band experience and they’ll make sure they don’t disrupt any musical equipment and then there are the ones who just wanna go on stage…
E: … because they want some attention and then they touch or steal stuff.
Me: Did it happen? Stealing?
A:, yeah, someone took my melody horn at one gig, but they got it back in the end.
E: I’ve had a couple of people coming in stage and kissing me, which I really don’t like. Like, in Amsterdam a couple of teenagers came and kissed me on the cheek and that was cute, cause they are teenagers. But then in America a guy got on stage and kind of kissed me and that was kind of gross cause he was 35 or something and I thought it was inappropriate. And also he came after me in the backstage… that was uughh..
A: I guess this is the kind of danger of putting yourself out there so much, exposing yourself to the public. People feel they’ve got a claim to you.
E: I think there are people who do it with innocence, but some people are just creepy and it pissed me off cause it’s like: you don’t have the right to do that!
Me: What is the importance of playing live for you?
A: I think the live experience when talking about us is certainly important and completely differente from listening to our records, a new energy comes across. When I see bands and I see that happening that is really exciting. There is a certain atmosphere about live gigs. Isn’t it becoming more popular? I read that even though the music industry is kind of dying slowly the live music is the only part of it that is really expanding, because people are realising that that is something they can’t get online, just download for free.
E: doing a gig is extreme in the sense that you can do a gig and you can feel really good or really bad about what what you are doing, depending on your performance or your mood. I’m very genuine, so I can’t pretend I’m enjoying myself if I’m not I the mood.
A: yeah, you’ve got the sexy moody reputation…!
E: Ha ha
A: but don’t you think that playing a live gig can actually improve the way you’re feeling? Like sometimes I shake myself off of a bad mood just when we are on stage. Certain crowds can really lift you.
E: yes, the crowd makes all the difference.
A: And also we can never be happy 24/7 , but that’s a good thing about being 7 of us: there’ always someone who’s really into it and it helps.
E: If one of us is really loving it it can change completely the energy of the stage, cause then everyone is like YEAH!
Me: You’ve been playing in a lot of festivals… how do you like it? What’s the difference between playing in a festival and a regular gig?
E: the food and hospitality!
A: every festival has its own personality. We can go from playing in a massive festival like Glastonbury to tiny festivals like this we played in kent, it was like a kids day out environment. You never know what to expect from each festival, we all enjoy that aspect of it.
Me: Can you name a favourite one?
E: I think that one in Kent is one of my favourite ones so far. We played in this tiny winny tent and the audience was really really good. Playing in Glastonbury is obviously amazing, but you’re playing in this big stage far away from the audience, I feel isolated and that’s strange.
Me: You seem to take very seriously the band project and most of all its identity: you all have Campesinos as a last name and you also have this whole universe surrounding the band (the zine, etc).
E: I like that, we’ve came up with this methaforical or mythological universe. I think it’s really important to have that, an identity that extends beyond the music. It’s important for people to appreciate something else and understand. It’s also about sharing with everyone else and being more accessible to people so they can feel oart of it.
A: I think it was also a way of showing that we have other interests as individuals as well. All of us individually, we are not just about music. We have a variety of hobbies and things we are passionate about. Doing things like writing the zine, even making decisions about artwork and stuff like that lets us project our personalities more on to things we are doing every day, like the band.
Me: What are you major influences?
A.: We listen to a lot of north-american bands, more than average of british people. Bands like Broken Social Scene, Pavement.
E: it’s hard to come up with a band that everyone likes. Recently we´ve been listening to newish bands.
Me: What have you been listening to lately?
A: The Age, Time New Viking…
Me: You guys are playing everywhere, even in Japan! Did you expect such a worldwide success? Isn’t it overwhelming?
E: I don’t feel overwhelmed because I don’t think about it. I’m just appreciating it and not stopping to analyze it, cause if I do I’ll probably go mad.
A: I think we accept it but we didn’t expect it.
Me: I read there is the possibility of adding more people to the band in the future…
E:Yes, it would be nice. Having more instruments, adding more layers…
A: I think 7 is enough but really… we cannot predict. Our rule is never say never!
1. Abra a janela, deixe muita luz entrar. Tome um ar. Está frio? Melhor! Mais eficiente que lavar o rosto.
2.Mesmo assim, lave o rosto.
3. Cante uma música da Xuxa na cabeça. Pode ser da Mara Maravilha.
4. Articule os músculos faciais, especilamente os da mandíbula e dos olhos.
5. Faça uma careta ridícula. Isso. Agora se olhe no espelho.
6. Com essa mesma careta, fale algo mais ridículo ainda com uma voz diferente.
7. Agora, com a careta e a voz, cante a música da Xuxa. Nao se emocione, se nao vai se atrasar.
8. Pra economizar tempo, vá se espreguiçando e se alongando até a cozinha (ou banheiro, enfim, nao sei se você toma café ou faz xixi ou escova os dentes primeiro).
9. Para se locomover até a próxima peça, mexa os braços, ou salte. Ou os dois ao mesmo tempo. Cuidado pra nao derrubar nada no caminho.
10. Escolha uma roupinha legal dessa vez.
11. A latinha tá foda? Maquiagem nela. Só um rímel pra abrir os olhos, corretivo nas olheiras e aquele gloss melequento com cheiro bom pra você se entreter com sua própria boca volumosa. É, faz biquinho, faz.
12. Ah, você é macho? Dispense o rímel. E tire o gloss antes de sair de casa.
13. No caminho ao trabalho, vá escutando músicas alegrinhas cujas letras você saiba de cor. Cante alto. Ou pelo menos assobie. Melhor se for no iPod, assim você nem escuta a própria voz desafinada. Aproveite e use sua imaginaçao: encarne o intérprete. (mentalize: "sim, eu sou a Madonna!")
Wonderland is having a revival. This year has seen the soaring popularity of dolls, tea parties and cupcakes, and there was even a musical set in the Land of Oz. This weekend, the cheerfully named events company Let’s Paint the Town Red will attempt to create a magical, twisted world based on Alice’s Wonderland, all in the distinctly commuter-ridden environs of the South Bank. As with the phenomenal Punchdrunk productions of recent years, Down the Rabbit Hole will be a multi-dimensional event, involving theatre, music, and art, and they’re even putting on live bands. Each performance lasts two hours and is sure to transport one to one’s very own unbirthday party. How civilised. To book your all-important ticket to escapism click here.
Vicky Cristina Barcelona, lá estava eu, no dia da estréia.
No dia em que Woody Allen fez a coletiva de prensa em Barcelona – acompanhado de Javier Bardem.
Um filme pouco Alleniano, quer dizer, diferente do que seria considerado aquele tradicional “filme do Woody Allen”. A começar porque ele não aparece – nem ele mesmo, nem sua voz em off, nem na pele de algum outro personagem. Bueno, talvez salpicado aqui e ali nas doses moderadas de neurose. Claro, pois um filme completamente isento de neurose e sem citar nem sequer uma vez a palavra “shrink” não seria um filme de Wody Allen e ponto. Todo mundo sabe.
O resultado surpreendeu. Fugir da fórmula Allen funcionou graças a uma obra simples, porém bem feita, uma história bem contada. Sem riscos. Perfeito para um fim de tarde de sábado. Como já era de se esperar, se cria uma imagem mitificada de Barcelona (quem dera tivéramos noites embaladas a solos de guitarra espanhola em qualquer bar). Mas essa imagem combina com a do artista Juan António, interpretado por nosso amigo Javi. Homens: vocês todos vão querer ser ele. E não é à toa. Mulheres, well... Vocês vão querer estar com ele.
Scarlett e Penélope estão ótimas. Na tela, doses cavalares de gente sexy, sem ser forçado. Tá aí uma coisa que gostei bastante. O sex appeal (talvez exacerbado algumas poucas vezes só no jeito de Javier) é todo muito natural. Flui. As mulheres parecem mulheres de verdade, e não semi-deusas intocáveis hollywoodianas.
Aliás, me identifiquei MUITO com a Cristina de Scarlet.
Apaixonada por arte, ela tem uma vontade de se expressar muy explosiva, mas não se vê talentosa o suficiente para fazê-lo. Ama música, mas não sabe tocar nenhum instrumento. Adora pintura, mas não pinta. Quiçá como alternativa ela escreve, se engaja na fotografia e se aventura pelo universo audiovisual, atuando inclusive uma vez como atriz (pois é, até isso eu já fiz). Fica saltitando de uma coisa a outra e não se decide por nenhuma de verdade. Quer fazer tudo. Tem sede de tudo.
Essa inquietude também permeia o resto da sua vida: ela só sabe o que não quer. Se está bem, estabilizada demais em algo, enjoa. Começa a se mexer, parecendo alguém que está em uma posição desconfortável.
Parêntesis para insight:
(Pelo menos venci essa minha inquietude no campo afetivo-amoroso. Tive minha fase, descrita neste blog em 2007, mas percebi que encontrei alguém que nunca vai me entediar. Agora de resto... continuo sentindo a sensação com freqüência. Sou uma pessoa que se entedia facilmente com rotinas, empregos, cidades, atividades e até pessoas. Eis minha paixão por viagens. Me acho aventureira.)
No filme, a vêem como uma neurótica auto-destrutiva que não sabe ser feliz. Hum.
I guess I’m gonna have to discuss that with my shrink.
So there I was again, topping up my Oyster card and minding the gap in the bloody tube. I hadn’t forgotten about the endless bus trips, pretentious Victorian houses and the freezing thin rain. It was like a sparkle, all over again. First, the lions from Trafalgar Square, then those little pink flowers hanging from street poles, I was just amazed. We were taking pictures of Churchill whilst staring at the Big Ben (yes, even the big clock gave me butterflies in my stomach. Falling for such a cliché, Carolina?) when everything started. Buckingham Palace didn’t do much for me – as it had never done – but as we had a blueberry muffin plus moccaccino in Covent Garden I couldn’t help but smile. With my mouth full. The burger we ate by the canal before an oddly empty Barfly night was so greasy I almost puked, but oh, I needed a real burger and chips. `Cause it’s chips, not fries, mate. After me, Dani and Carina yelling at each other to try to have a conversation, we decided to leave. Miss Winehouse was about to play next door, as we noticed by the amount of paparazzi waiting outside the Camden pub. I read on next day’s paper she showed up two hours later. It should’ve been the same time we arrived home, since our night bus never made the next stop. It was broken. Oh, London after midnight! Everything is such a pleasant mission, in’it?
My cheap vintage scarves bought in Portobello the morning after were a good start. The day just got better and better. A hat, a pair of earrings and many photos made the hours flash and next thing I know we are all eating Thai just around the corner. Maybe it was the shopping, maybe the red curry, perhaps the half bottle of wine. The thing is I wanted to cry with such a happy meal with my dearest friends EVER. By the way, thank you Stef, for paying the bill. The tiny bit of sunlight emerging from behind the clouds made everyone hysterical, so we walked down the street. We walked a bit more before going to the epicentre of coolness, fashion, upcoming arty scene so indie trendy nu-rave vintage area: Brick Lane. Alice, I had a PROPER Cosmo. And if all that wasn’t enough, there she was, Tower Bridge. And raspberry and white chocolate muffin, and more Brick Lane, and more walking and home. Only to get changed and catch up with the warming up going on for hours in the lounge, with caipririnhas and all. Then it was getting the tube, getting in, getting in the mood, getting wasted, getting up, getting wild, getting tired, getting a cab, getting even more tired because the cab took ages to get there, getting home, getting a bit sick, getting a spot on the couch, getting bored, getting sleepy, getting a major hangover. But the hangover was enjoyed with everyone that was smashed the night before, with polish home-made chicken soup and cartoons. I had to change my flight to the next day. So, why not TATE Modern? Another cappuccino, a music book, a little run for the bus and I was apparently dead at the flight back to Barcelona. Seriously what’s with the journeys back home? I closed my eyes, took a deep breath and woke up in the Mediterranean.
And now what? I keep hearing Caroline’s voice in my head, with her cute French accent: “You CAN’T leave, Carol. You BELONG here”. I just nodded.
Tem coisas boas da Mercè, a festa oba-oba-geral de Barcelona. Programa de sexta, por exemplo: pode começar com todo mundo fazendo um botellón no Raval e ficar ali pelo MACBA pra ver essa graça, de graça. The Do, faz parte do BAM (Barcelona Acció Musical).
A Gloogle acaba de anunciar o Chrome, seu navegador da web que promete ser simples e rápido.
Se tudo o que eles estao dizendo for verdade, o Chrome promete ser revolucionário: extremamente seguro, carrega vídeos e imagens com muito mais rapidez e tem mecanismo anti-crash - que, vamos combinar, é a PIOR fraqueza do Explorer. Ufff...
O mais bacana disso tudo é que a fonte é aberta. Ou iés!
Para saber de tudo tim-tim por tim-tim, você pode ir até o Blog da Google, que criou um Comic Book expondo o bê-á-bá do Chrome de um jeito bonitinho e que qualquer dumb ass entende.
É, vai sair um filme sobre os criadores do FaceBook. Aaron Sorkin está em vias de escrevê-lo e, para entender melhor como funciona a coisa, criou seu próprio perfil na rede.
Estarei curiosamente à espera.
Quase tudo aqui, no Blog de Cine ou ainda aqui, no Hollywood Reporter.
O prisma da foto compõe a obra minimalista, cenário de uma performance que ocorrerá após a conferência do Philip Glass no Fronteiras do Pensamento Copesul Braskem, dia primeiro de setembro.
Uma ação, um olhar para o minimalismo. Uma maneira de intensificar a compreensão desta edição. Na noite em que o curso de altos estudos recebe o músico, haverá uma releitura minimalista de um movimento instaurado. Uma instalação que dialoga com som e imagem. Não são respostas, mas a possibilidade de novas perguntas. Convergindo música em suporte e a atenção dos expectadores em discussão ou simplesmente proporcionando um momento artístico integrado, nesta noite haverá algo inusitado.
A ação, denominada Mínimas Fronteiras é uma iniciativa da Estúdio Nômade, agência de comunicação alternativa e interativa e mediação cultural, com projetos artísticos integrados de arte contemporânea.
Para conceber as fotografias conceituais do projeto, a mesma linha de criação da obra foi utilizada: a fusão de linguagens artísticas e a intervenção em espaços.
Além da performance, o projeto Mínimas Fronteiras entregará um livreto aos participantes do curso e o site entrará no ar a partir do dia 1º de setembro. (http://www.minimasfronteiras.com.br/)
O quê: Ação Mínimas Fronteiras
Quando: 1º de setembro.
Onde: Salão de Atos da UFRGS.
Uma das coisas mais curiosas de Barcelona é o tempo. É uma cidade úmida, comparada a Madrid. Parece piada.
Previsao de hoje: tormenta seca. Sim, nuvens carregadas sobre a cidade, vento moderado, alguns raios e trovoes. Nao cai um pingo d'água sequer. Nao se sente aquele cheiro de chuva. A umidade no ar nao é pegajosa. Os canteiros continuam amarelos e ásperos. E mortos.
Eu odeio chuva com todas as minhas forças, mas depois de 15 dias até deu saudade daquela tempestade tropical brasileira. Em especial aquela de verao, quando está todo mundo na praia e começa uma correria desgraçada, porque aparece uma nuvem negra do nada, bem acima dos nossos narizes. Uma ducha de pingos grossos lava tudo durante 10 minutos e pronto. A gente vai pra rede sentir o cheiro de grama molhada. E verde, de verdade.
Curta premiado Perro en el Columpio é exibido em Porto Alegre
O curta-metragem Perro en el columpio (Cachorro no Balanço, 2008) será exibido em Porto Alegre na próxima quinta-feira, dia 28 de agosto, às 20h 30min, na sala PF Gastal (Usina do Gasômetro).
Dirigida por Eduardo Rabin, a produção hispano-brasileira foi premiada como Melhor Drama, Melhor Roteiro e Melhor Atriz na oitava edição do festival de curtas-metragens 15/15 Film Festival (www.filmfestival15.com), que aconteceu simultaneamente em cinco países do mundo, em Março deste ano.
Sediado na Austrália, o festival tem uma proposta original, desafiando os concorrentes a filmarem e editarem em 15 horas um filme de até 15 minutos. Os cineastas ainda têm mais um obstáculo: instantes antes da filmagem, a equipe recebe uma frase secreta e um objeto que devem ser usados no enredo da maneira mais criativa possível.
Um grupo de seis jovens gaúchos radicados em Barcelona concorreu com o curta Perro en el Columpio e levou três prêmios para casa. Agora, a obra ganhadora está rodando o mundo, já que estão previstas sessões em todas as 29 cidades participantes do festival. Porto Alegre, cidade natal de Eduardo Rabin, Olavo Amaral, Carolina De Marchi, Eduardo Ioschpe, Ilana Stein e Cristina Hentscke não poderia ficar de fora deste roteiro.
A projeção tem entrada gratuita e será apresentada por Eduardo Rabin e Olavo Amaral.
Perro en el columpio - Equipe:
Produção: Carolina De Marchi e Eduardo Rabin Direção: Eduardo Rabin
Roteiro: Olavo Amaral, Eduardo Rabin, Carolina Llacher.
Fotografia: Eduardo Ioschpe
Arte e Figurino: Cristina Hentscke e Ilana Stein
Som: Daniel Bayón
Elenco: Carolina Llacher
Uma produção de: Andarela Produções
Mais informações: Carolina De Marchi (carol2411@gmail.com), Olavo Amaral (olavoamaral@yahoo.com.br) e Eduardo Rabin (egrabin@gmail.com).
Graças à Mari fui apresentada a essa banda. Something special about them... um quê de melancolia, da boa, especialmente em The Hill The View The Light.
Vai lá: http://www.myspace.com/cajundanceparty http://www.cajundanceparty.com
Para quem gosta de ABBA e quer relembrar referências feitas no cinema como em Priscilla a Rainha do Deserto e o super divertido Casamento de Muriel: Post no blog de cine digital do El País sobre o filme Mamma Mia!
Ainda nao vi, mas duvido que seja tao bom quanto o musical...
Segundo essa entrevista com Woody Allen na pré-estréia de "Vicky Cristina Barcelona", tudo (dinheiro, locaçao, atores) caiu no colo dele pra fazer o filme. Ô cara de sorte - e nome, e anos de estrada, e talento.
[Como eu queria que fosse fácil assim fazer cinema: Penélope Cruz te liga pra ter um papel, alguém te oferece uma locaçao incluindo financiamento e, de quebra, ganhas Javi Bardem.]
Ele também elogiou a equipe técnica espanhola (em especial o diretor de fotografia), mas criticou o fato de ninguém falar inglês. Pois é, é o que eu digo.
Muita gente conhece, mas pra quem nao sabe da existência do Nouvelle Vague, fique sabendo que é... só... uma delícia.
Pra ouvir no trabalho, no metrô, na estrada.
Atençao: grandes doses de pós-punk, muita bossa nova, cantoras fabulosas, pitadas de vanguarda, toques new wave. Charme exorbitante francesote.
Viva o retrô!
A cidade estranhamente vazia se deixa cobrir por um cobertor quente. Nas ruas desertas escorre um vento morno que empurra minha bicicleta contra esse ar tão denso, inchado de nada. Em casa, o ventilador me acha como um suspiro, e se mistura com o meu.
E eu assim melancólica me deixo afundar na cidade fantasma, curtindo flashbacks das epifanias da semana passada.
É IMPORTANTE. Especialmente pra nós, internautas, bloggers e demais formadores de opiniao.
Quase 90 mil pessoas já assinaram. Pra fazer barulho suficiente o ideal seria chegar a 1 milhao - o que nao deve ser difícil se todo mundo se mobilizar.
Chegou com atraso, mas chegou. "Tropa de Elite" está em cartaz por aqui. A repercussao, em geral, é extremamente boa. Os caras do BLOG DE CINE (para mim a melhor maneira de se manter informada sobre cinema) babaram.
Segue o post:
'Tropa de Élite', la vida es dura en Brasil Posted: 21 Jul 2008 12:26 PM CDT
En el año 2002, todos nos quedamos con la boca abierta al ver una película tan espléndida como dura a conciencia. Se trataba de ‘Ciudad de Dios’, un film de Fernando Meireles que por méritos propios puede considerarse uno de los más influyentes de lo que llevamos de siglo. Ahora, con cierto retraso nos llega ‘Tropa de Élite’, una película archicomparada con la anterior, que pone nuevamente en tela de juicio el sistema social de un país en desarrollo como Brasil. No nos vamos a engañar. ‘Tropa de Élite’ es una película profundamente pesimista, cuyo contenido no es precisamente para verlo con tranquilidad y sin implicar la conciencia individual de uno. La historia es una denuncia social ejemplificadora, que no deja atisbo de esperanza y que desvela sin tapujos la crueldad humana en una sociedad degenerada. Lo peor, claro, es que todo se expresa de un modo realista. Tanto, que a veces parece uno estar viendo un documental en lugar de una película de ficción. Vamos, que creerse lo narrado en ‘Tropa de Élite’ es lo más normal del mundo. La verosimilitud de la propuesta es una prioridad, y eso va en favor de una película que sin embargo se permite ciertas irregularidades. Para empezar, la trama cambia varias veces de género, dividiéndose espontáneamente en varios actos, que no obstante, todos se ponen de acuerdo en reflejar los poco ortodoxos métodos de esta tropa de élite, el BOPE, una institución mitad militar mitad policiaca, que está a todas luces por encima de la ley y que no tiene reparo en imponer una especie de ley marcial en las favelas de Río de Janeiro donde transcurre la película y la droga se mueve de mano en mano con una naturalidad pasmosa. Ellos son la ley, a base de decisiones que tienen que tomar en cuestión de segundos, incluida la tortura más cruel, despiadada y sádica, y como bien dice el protagonista y narrador de la película a un colaborador de los traficantes, su función es muy sencilla: “nosotros deshacemos la mierda que tú haces”. En este Brasil corrupto, casi distópico, y decadente, nadie se salva de la quema. Los universitarios cuentan con traficantes entre sus amigos, las ONGs también se dejan salpicar y se lava las manos, y los policías, si nadie les mira, también sacan tajada del asunto. Para colmo el nerviosismo se multiplica con la inminente llegada de Juan Pablo II, al que deben proteger (estamos en 1997, y por supuesto con Ali Agça en mente). En medio de todo esto, la historia se particulariza en el capitán Nascimento (Wagner Moura), que busca un sustituto digno ya que va a ser padre y por el bien de su hijo, siente que debe salir del cuerpo. Pero claro, en pleno torbellino en el que un peligroso criminal llamado Baiano domina medio distrito, no estará satisfecho hasta que lo capture. Neto (Caio Junqueira) y André Matías (André Ramiro) son dos aspirantes que son amigos de la infancia. Mientras que Neto se entrega en cuerpo y alma a su objetivo de ingresar en la tropa, André prefiere compaginar su preparación con sus estudios, se echa una novia tan guapa como idealista llamada María (Fernanda Machado) y ve cómo los policías son denostados por la sociedad, tachados de corruptos y sanguinarios. Los defectos de ‘Tropa de Élite’, que no me van a ocupar más de un párrafo porque estamos hablando de un peliculón, tienen todos que ver con lo mismo: la película intenta exponer tantas realidades a modo de denuncia, dilapida tantos estátus sociales, que se queda a medias en muchas ocasiones, y por tanto, algunos personajes quedan lamentablemente en segundo plano, siendo suficientemente dibujados los de Nascimento y André Matías, pero ninguno más. Por ejemplo, los veinte minutos del entrenamiento-criba de los aspirantes, magníficos (al nivel de la primera mitad de ‘La Chaqueta Metálica’, y no exagero), se quedan cortos, cuando la vida universitaria de André estanca un poco el ritmo y le sobran minutos. Asimismo, la cámara en perpetuo movimiento que propone José Padilha (adornada además con ciertos caprichitos estéticos) es efectiva, pero llega a cansar. Por último, la voz en off de Nascimento es completamente innecesaria, y redunda en lo que ya vemos nosotros, gracias.
La interpretación de Wagner Moura como el inflexible y brillante capitán Nascimento es para ponerse a aplaudir. Qué de matices pone este hombre en su rostro, oiga. Y con qué facilidad. Nascimento debe instruir a los aspirantes, debe liderar los comandos, debe ejecutar, tomar decisiones difíciles y capturar al enemigo. Pero es humano. No es como el sargento Hartman de ‘La Chaqueta Metálica’, o el sargento Highway de ‘El Sargento de Hierro’. Nascimento es un hombre real, de carne y hueso, que es consciente de su destino, de su rol de ejecutor y defensor de su propia ley, que ríe y llora, que se cansa y que se recrea en sufrir por las desigualdades del mundo. Todo esto gracias a varias escenitas que muestran su vida privada con su mujer. Nascimento es Brasil, y Brasil es sólo un país de la porquería de mundo en el que vivimos. Memorable. Por cierto que la banda sonora, que combina partituras de Pedro Bromfman (en un estilo parecido al de Gustavo Santaolalla) con canciones conocidas, como ‘Shiny Happy People’ de REM. ‘Tropa de Élite’ es una de las películas del año, y una auténtica revelación. A todo aquel que quedó absorto con la excelente ‘Ciudad de Dios’, tiene aquí una secuela inconsciente e improvisada, una obra de arte de 114 minutos que sin embargo corren con una solvente celeridad. El Oso de Oro en Berlín no es suficiente aval para este film lleno de contenido, brillantemente realizado y decentísimo en todos los aspectos. Con tanta película vacía deambulando por las carteleras, tiene que ser de Brasil de donde venga un film imperdible, al que el tiempo le hará justicia.
Quero morar sozinha, quero um canto e um tempo, diário, pra vomitar as palavras pelos dedos.
Tomar um fôlego na superfície e mergulhar bem fundo até quase nao conseguir voltar à tona. Ando boiando muito.
Quero a escuridao, o silêncio quebrado só pelo som da minha respiraçao e dos meus pensamentos. Barulhentos, inquietos, eles se debatem enquanto eu estou imóvel, quase morta.
Todo mundo sabe que Woody Allen esteve filmando aqui em Barcelona no ano passado. Causou o maior alvoroço, inclusive dos catalaes cara-de-pau protestando contra "a indústria cinematográfica gringa que incomoda (??) ou invade (??) ou explora (?????) pequena cidade provinciana de Barcelona" ou algo do gênero. Vai entender essas cabeças de girico.
Anyway, aqui está o cartaz de Vicky Cristina Barcelona e mais informaçoes sobre o que esperar, inclusive o trailer. No elenco, os queridinhos espanhóis Javier Bardem e Penélope Cruz, além da mais nova musa de Allen, Scarlett Johanson. Bon profit.
Depois de ter três chefes homens nos últimos 7 meses, só posso concluir uma coisa:
Homens sao MUITO desorganizados.
Desorganizados em se expressar, quer dizer: por que é tao difícil falar exatamente o que se quer? Com clareza? Objetividade? Direto ao ponto? Eu questiono muito, sabe. Sou chata. Mas é que sou curiosa, prática e exigente. Nao vou avaliar se isso é bom ou ruim. Só acho que essas três palavras definem minha postura no trabalho, nomalmente. Ou pelo menos diante do meu chefe...
Acho que tive relaçoes muito melhores com minhas chefes mulheres. Aliás, sempre gostei em geral delas. Será pura sorte? Coincidência?
Sei que chefe é sempre chefe, dificilmente será teu amigo do peito. Para mim a questao principal é o perfil de liderança, aquela liderança que tu olha pro cara e bah, tu respeita. Tu entende o que ele quer. A pessoa sabe direcionar, falar em metas, em meios, alternativas destes meios, sem que te tire certa autonomia.
Meus chefes se confundem com datas, nao guardam nomes, começam de um jeito e terminam de outro, se perdem em explicaçoes...
... só os meus?
Fiquei doente esse final de semana. Cheguei a ir pro hospital, levei um susto. Nao era nada sério.
A única coisa bacana de tudo isso foi que vários amigos me ligaram, mandaram mensagens, se fizeram presentes, só pra me desejar melhoras e dizer que eu podia contar com eles.
Além de bons, eles sao amigos da natureza... quer mais?
Radiohead at The Daydream Festival via Cool Hunting de Leonora Oppenheim em 13/06/08
The pressure was on last night in Barcelona as one of the world's biggest bands took to the stage for their only gig in Spain on their European summer tour. Radiohead and festival organizers Sinnamon Productions had to deliver something extra special to a crowd that had traveled from far and wide to hear them perform tracks from In Rainbows. And deliver they did, not only aurally, which can almost be guaranteed from this group, but also visually with innovative lighting design set that lit up the stage spectacularly. The combined walls of sound and color wowed the crowd in equal measure.
Hanging strips of lights (which were drawn across the stage like a curtain at the beginning of the set) and the banks of seven cell lighting modules, worked in unison to create a dazzling show of pattern and color to chameleon-like effect.
1. Entrar na Internet (daaah, quem está lendo isso JÁ ESTÁ conectado) 2. Escrever http://www.camille-music.com/hole.php lá em cima no navegador. 3. Ir direto em Videos. Documentaries. Camille Music Hole. Assiste todo o vídeo.
Depois de praticamente 6 meses sem postar coisa nenhuma, cá estou. Nao postei nada porque simplesmente nao tinha saco. Tudo parecia tao meu, tao desinteressante para quem nao está ao meu redor. É a síndrome do expatriado: a gente vai se ilhando, se roeando de uma água estrangeira que faz da distancia de casa um abismo ainda maior. E o pior é que acostuma. Pois foda-se isso. Volto a escrever coisas aleatórias, postar fotos e vídeos mais aleatórios ainda. Uns links de cool hunting aqui e ali, curiosidades, comentarios sobre cotidiano, perguntas pseudo-existenciais, dicas musicais despretenciosas, essas coisas. Entao tá.
Essa vida é mesmo engraçada.
Estava eu navegando entre as 6 redes web 2.0 das quais participo (antes eu tinha quase vergonha de dizer isso, mas agora tenho um orgulho bobinho, actually, das minhas páginas no Fotolog, Flick.r, Orkut, Facebook, YouTube, e Blogger) quando me deparo com o fotolog de uma menina e certas notícias sobre ela.
Trata-se de uma espanhola de A Coruña que mora em Londres. A chica é estudante de moda (e também sobrinha do Adolfo Dominguez, famoso designer) e tornou-se uma espécie de Internet celebrity. Publicada em sites, blogs e revistas. Pois é, seu fotolog recebe nao-sei-quantas-mil visitas diárias. Ela se veste ousadamente, à la Carry Bradshaw (do Sex & The City). Es decir: a veces dices "¡Que linda!", pero otras te pones como: "¿Qué?".
Assim, sendo, pode-se concluir que a menina tem um puta estilo próprio que se admira tanto quanto se abomina. Mas isso eu deixo a seu cargo para julgar.
O que é hilário, é que eu acesso o fotolog dessa mina simplesmente porque eu conheci ela, do nada, casualmente. Ela já foi lá em casa em Londres várias vezes. Ela amiga de um grande amigo.
Pequeninha, bonita, meio histérica, mas de certa maneira legal. Namora um dos DJs da Ministry of Sound, así que ya he salido de fiesta con ella y todo. De graça, naturalmente. Também teve um dia que bebeu todas, gritou e colocou a casa de cabeça para baixo, depois saiu, deixando os desastres para trás.
E agora, vejam só! É uma celebridade. Uma celebridade de internet que posta fotos dela, seu look e sua vida londrina trés cool.
Me pergunto o quao fácil é ser uma celibridade hoje. Nem precisa mais ser celebridade na vida real, pois temos a vida paralela da web. Nao qualquer web, a web que a gente faz, a web 2.0. Bom, há muito tempo que nao é necessário ser atriz ou ter qualquer profissao específica para estar na vitrine. Ei, agora nao é necessário estar no Big Brother, nem sair na Playboy, nem dar pra famosos, meninas!
Menos mal, nao?
Pois que fique claro que os fotologs e blogs e etcterogs nao sao só vitrine de fama vazia. Também sao referência de moda, estilo, sem falar de textos ótimos e, o mais importante: projetos. Sejam eles profissionais ou hobbies, fúteis ou densos, temporários ou long-lasting, estao por aí, à disposiçao de todo o mundo para serem vistos. Eis a beleza da cousa.
A propósito, aproveite e dê uma olhadinha sem preconceito.